ZERO pede mais unidades de tratamento de lixo e saúda inversão da incineração
- 24/01/2026
Aludindo a declarações recentes da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Machado, e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, a ZERO garante, em comunicado, rever-se no diagnóstico de que "soluções como a incineração" não têm financiamento comunitário e "exigem muitos anos de planeamento e construção", bem como nas três prioridades identificadas para reverter o rumo e fazer crescer a reciclagem, mas acrescenta uma quarta linha: a aposta em TMB.
Para a associação, além de se aumentar "significativamente a recolha seletiva", "reforçar a recolha seletiva de biorresíduos" e "mobilizar a população com campanhas consistentes e repetidas", é necessário apostar de forma "rápida e generalizada" na instalação e requalificação de TMB "para tratar a totalidade dos resíduos indiferenciados".
Estas unidades asseguram "a recuperação de recicláveis ainda presentes e a estabilização da fração orgânica - condição essencial para reduzir rapidamente a pressão sobre aterros e evitar situações ilegais".
"Sem a conjugação destas quatro prioridades, Portugal arrisca falhar metas europeias, agravar a crise de capacidade dos aterros e aumentar os custos para cidadãos e municípios", alerta a ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável.
O apelo é dirigido ao Governo, à APA, aos municípios e aos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos.
Segundo a nota, o plano TERRA - Transformação Eficiente de Resíduos em Recursos Naturais, apresentado pelo Governo em março de 2025, "previa 1.500 milhões de euros para a construção de novas unidades de incineração (uma na região Centro e outra no Alentejo/Algarve) e ampliação das unidades" das empresas Lipor e Valorsul.
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