X volta a estar acessível na Venezuela após mais de um ano bloqueada
- 14/01/2026
Na terça-feira à noite, o acesso à X era possível com algumas operadoras de telemóveis venezuelanas, embora permanecesse bloqueado a outras.
"Estamos a restabelecer o contacto através deste canal (...) Vamos manter-nos unidos, vamos caminhar para a estabilidade económica, a justiça social e o Estado de bem-estar social que merecemos!", escreveu a presidente interina, Delcy Rodríguez.
A antiga vice-presidente, que tomou posse como líder do país a 05 de janeiro, declara na biografia na X: "Presidente interina da República Bolivariana da Venezuela. Ao lado do Presidente Nicolás Maduro, seguindo os passos de Bolívar e Chávez".
Pouco antes, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, considerado o número dois do Governo venezuelano e um dos dirigentes mais radicais, tinha publicado uma mensagem semelhante.
"Passo por aqui para enviar um grande abraço aos irmãos e irmãs na Venezuela e em todo o mundo que têm acompanhado a situação no nosso país", escreveu Cabello na rede social.
"Retomaremos este canal de comunicação; fiquem atentos. Ganharemos!", acrescentou.
Cabello recebeu mais de 700 comentários em pouco mais de duas horas, incluindo memes com o Presidente norte-americano, Donald Trump, cartazes com referência à recompensa de 25 milhões de dólares (21,5 milhões de euros) oferecida pelos Estados Unidos pela sua captura e mensagens de solidariedade.
"És o próximo", "Eles vêm atrás de ti", ameaçaram alguns detratores, enquanto os apoiantes escreveram "Vamos ganhar" ou "Obrigado por estares lá e nunca desistires".
Nicolás Maduro ordenou o bloqueio da X na Venezuela em 2024, em retaliação pelas críticas, publicadas na rede social, à contestada reeleição do político de esquerda como Presidente.
Antes do bloqueio, Maduro tinha-se envolvido em acesas discussões online com Elon Musk, proprietário da X.
Ministros, parlamentares e instituições governamentais deixaram de utilizar a rede social, que era anteriormente o principal canal de notícias do país, e passaram a utilizar a plataforma de mensagens Telegram.
A retoma do acesso à X surge numa altura em que Delcy Rodríguez, sob pressão de Donald Trump, assinou acordos petrolíferos com os Estados Unidos, abriu caminho ao reatamento das relações diplomáticas, interrompidas desde 2019, e anunciou a libertação de presos políticos.
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