Votar em Mendes, Ventura ou Melo "é eleger António José Seguro"
- 16/01/2026
"Votar nesses três candidatos é eleger António José Seguro e, por isso, é um voto inútil para quem não quer António José Seguro na Presidência da República", alertou o também eurodeputado.
No último dia de campanha, Cotrim Figueiredo regressou à rua, depois de dias a visitar lares, centros de dia e empresas, e no Mercado Municipal de Guimarães, disse que os "menos programáticos e mais pragmáticos" só têm uma possibilidade, que é votar em si.
Entre beijos, abraços e desejos de sorte por parte dos vendedores, o candidato presidencial, apoiado pela IL, lembrou que continua, juntamente com Ventura e Seguro, à frente nas intenções de voto.
"Só há três hipóteses para a segunda volta. Portanto, quem, neste momento, se revê e está no espaço do centro-direita, se quiser eleger António José Seguro, vota no Ventura, vota no Gouveia e Melo ou vota no Marques Mendes. Quem não quiser eleger António José Seguro, vota em mim", assinalou.
E, insistindo na mensagem, o antigo líder da IL reforçou que votar em si impede a eleição de António José Seguro porque, todas as outras opções, elegem-no.
Na quarta-feira, Cotrim Figueiredo fez um apelo ao presidente do PSD, Luís Montenegro, para que recomendasse o voto na sua candidatura, mas até agora só obteve silêncio do também primeiro-ministro.
"Eu fiz um apelo ao senhor primeiro-ministro para que recomendasse o voto ao eleitorado do PSD e, na verdade, estava implícito também à globalidade da AD [Aliança Democrática], portanto o CDS-PP incluído, porque não há outro candidato no centro-direita que possa chegar à segunda volta", apontou.
E, dos outros candidatos que podem chegar à segunda volta, um deles perde "sempre, sempre, sempre", repetiu, aludindo a André Ventura.
Dirigindo-se diretamente aos eleitores, Cotrim Figueiredo explicou que quem quer um Portugal "mais moderno" tem de começar a renovar o sistema político, que não é só uma questão de renovar partidos ou de renovar ideias, é também de renovar pessoas.
Cotrim Figueiredo disse que quando "se fizer a história" do que foram as eleições presidenciais se vai falar numa nova forma de fazer política e de fazer campanha, referindo-se à sua própria.
"Uma campanha que não dependeu de grandes orçamentos, não dependeu de máquinas partidárias, não dependeu de uma base partidária forte, não dependeu de nada que não fosse ideias claras, otimismo, confiança nas pessoas, vontade de fazer com decência e com exigência aquilo que é preciso fazer em Portugal", especificou.
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