"Votar amanhã chama-se vencer a calamidade. Chama-se liberdade"
- 07/02/2026
O Presidente da República falou, este sábado, numa curta mensagem de apelo ao voto, a última que faz no cargo. Falando da situação que o país enfrenta e lembrando também as eleições que aconteceram em pandemia, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a importância da ida às urnas amanhã, domingo, ato que vai decidir o seu sucessor.
"Hoje, como sempre, falo para todos vós. Mas falo, em especial para os que perderam familiares e próximos. Os que ficaram sem casa, ou sem casa com condições para nela viverem", começou por dizer, no Palácio de Belém, em Lisboa.
O chefe de Estado dirigiu-se às "centenas de milhares" de portugueses, que, "desesperados", se sentiram "isolados" nos últimos tempos devido à passagem do 'comboio' de tempestades - que tem assolado o país e que já causou a morte a 14 pessoas: "A todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, coragem e determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso".
"A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro. A vossa resposta foi votarem, votarem em massa, e também nas áreas devastadas, também no voto antecipado. Tal como há cinco anos, foi votarem em pandemia", apontou.
"Nascemos para resistirmos e resistimos até vencermos. Somos um país de lutadores. Votar amanhã é como votar na pandemia em estado de emergência. Ou agora, quatro dias depois da tragédia. Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade, votar amanhã chama-se democracia, chama-se, acima de tudo, Portugal", rematou.
Esta foi última mensagem presidencial de Marcelo em véspera de eleições, que optou por não o fazer na primeira volta destas presidenciais, há três semanas.
Marcelo Rebelo de Sousa, que vai cessar funções em 9 de março, anunciou em dezembro que receberá na segunda-feira o seu sucessor para um almoço no Palácio de Belém "para lhe passar a pasta da transição".
Enquanto chefe de Estado, fez dez mensagens em véspera de eleições autárquicas, legislativas, europeias, e agora também, pela primeira vez, em véspera de presidenciais.
Catorze pessoas morreram na sequência das sucessivas tempestades que têm passado por Portugal, cujos efeitos levaram ao adiamento das eleições presidenciais por uma semana em várias freguesias.
[Notícia atualizada às 21h40]
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