Voos para a Venezuela retomados em breve. Há 9 luso-venezuelanos preso
- 20/01/2026
Questionado sobre a situação na Venezuela numa audição regimental, o ministro de Estado e Negócios Estrangeiros português reiterou que Portugal continua a acompanhar a situação, que considera estabilizada, mas que "é incerta".
Por isso, esclareceu, têm sido feitos contactos reforçados com a embaixada portuguesa em Caracas e com os consulados, estando "para muito breve o restabelecimento da ponte aérea", interrompido desde novembro de 2025.
Paulo Rangel reforçou ainda a posição de Portugal que, esclareceu, perante a captura de Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, a 03 de janeiro, tinha duas opções: "Conduzir uma transição em que o Presidente eleito em 2024, Edmundo González, seja posto no cargo" ou, "se as forças polÃticas tivessem de acordo, eleições". Contudo, explicou, "não havia condições para esta última hipótese".Â
Sobre o número de presos luso-venezuelanos, esclareceu que existem nove, mas que são considerados pela Venezuela apenas de nacionalidade venezuelana, o que "dificulta a ação diplomática portuguesa".
"Há nove presos identificados, mas alguns têm outros crimes associados, como o crime de delito comum. (...) Presos polÃticos, seguramente, são cinco", esclareceu Rangel.
O chefe da diplomacia portuguesa recordou também que Portugal não reconheceu a reeleição de Maduro em 2024.
Em 03 de janeiro, as forças militares norte-americanas atacaram Caracas e três regiões próximas da capital, capturando o Presidente e a mulher, que foram levados para Nova Iorque, acusados de narcoterrorismo.
A então vice-presidente, Delcy RodrÃguez, assumiu a presidência interina da Venezuela dois dias após o ataque.
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