Vitória SC derruba Sp. Braga em final 'louca' e conquista a Taça da Liga
- 10/01/2026
Drama, ‘magia’… O primeiro dérbi minhoto da história numa final de uma competição prometia muito, e não deixou nada a desejar, providenciando um autêntico espetáculo de futebol, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, que culminou no triunfo do Vitória SC sobre o Sporting de Braga, por 2-1.
A formação orientada por Luís Pinto até esteve a perder, fruto de um (grande) golo de Mario Dorgeles, mas deu a volta já no desenrolar do segundo tempo, à ‘boleia’ dos remates certeiros de Samu Silva e Alioune Ndoye, que lhe valem a inédita conquista da edição de 2025/26 da Taça da Liga.
Um ‘diabo à solta’ em Leiria
‘Intenso’ será, porventura, o adjetivo mais adequado para este dérbi minhoto da Taça da Liga. Desde o primeiro instante, quer Vitória SC, quer Sporting de Braga, fizeram questão de deixar bem claro àquilo que vinham, e a sensação de perigo não tardou a surgir. Primeiro, Nélson Oliveira atirou, de longe, para uma defesa a dois tempos de Lukas Hornicek. Depois, Charles Silva teve de aplicar-se, para negar o golo a Ricardo Horta.
À terceira tentativa, a ameaça concretizou-se. João Mendes derrubou Rodrigo Zalazar, à entrada da grande área vimaranense, e Hélder Malheiro exibiu-lhe o cartão amarelo. Na conversão do consequente pontapé-livre, Mario Dorgeles não fez por menos, e inaugurou o marcador com uma autêntica obra de arte.
Os homens de Luís Pinto tentaram responder, mas uma série de saídas em falso a partir da defesa provocaram outros tantos calafrios. Foi só quando conseguiram, de uma vez por todas, impor alguma tranquilidade na circulação da bola que conseguiram ‘galgar’ metros no terreno e aproximarem-se do empate.
Aos 33 minutos, João Mendes procurou ‘redimir-se’ da falta que originou o golo adversário, com um remate ‘do meio da rua’, que passou a centímetros da barra. Apenas três minutos depois, foi a vez de Miguel Nóbrega cabecear a um palmo do poste. Em cima do apito para o intervalo, só não se deu o 0-2 graças à… cabeça de Tony Strata, que travou o ‘bis’ de Mario Dorgeles.
Samu mudou o jogo
O jogo estava perigoso, e o Sporting de Braga sabia disso, pelo que regressou dos balneários em ‘matar’ o jogo o mais rapidamente possível. E esteve mesmo na iminência de fazê-lo, aos 48 minutos, quando, na sequência de um pontapé de canto, João Moutinho rematou, de primeira, para uma defesa de alto nível de Charles Silva.
Quem não marca, arrisca-se a sofrer, e a igualdade foi reposta, aos 59 minutos. Alertado pelo VAR, Hélder Malheiro apontou para a marca de grande penalidade, na sequência de uma carambola entre Nélson Oliveira e Vítor Carvalho, que terminou com a mão na bola do segundo. Acabado de entrar, para o lugar de Diogo Sousa, Samu Silva não vacilou, e atirou a contar.
A ‘cambalhota’ esteve à vista, apenas 12 minutos depois. Nélson Oliveira recebeu, na grande área, e ensaiou uma trivela que parecia levar ‘selo de golo’, não fosse a barra da baliza arsenalista negar-lhe a festa. E, aos 82 minutos, Lukas Hornicek disse ‘presente’, para desviar um cabeceamento imperial de Alioune Ndoye.
Nada que, no entanto, o desmotivasse. Escassos dias depois de ter marcado o ‘bis’ que fez ‘tombar’ o Sporting, nas meias finais, o avançado senegalês foi às alturas fazer, uma vez mais, das suas, desviando, de cabeça, um pontapé de canto cobrado por Samu Silva, para selar a ‘cambalhota’
Dez minutos depois dos 90, Rodrigo Zalazar teve tudo para evitar a derrota arsenalista, mas, na marcação de uma grande penalidade, por agressão de João Mendes (que acabou expulso) a Victor Gómez, atirou para uma 'gigante' defesa de Charles Silva, concluindo, assim, uma história 'de loucos'.
Momento do jogo: Não há por onde. Já dez minutos depois dos 90, Charles Silva 'agigantou-se' e defendeu uma grande penalidade cobrada por Rodrigo Zalazar, que acabou por dar a vitória (e a Taça da Liga) ao Vitória SC.
Onzes
Vitória SC: Charles; Tony Strata, Rodrigo Abascal, Miguel Nóbrega, João Mendes; Gonçalo Nogueira, Diogo Sousa, Beni; Telmo Arcanjo, Noah Saviolo e Nélson Oliveira.
Sporting de Braga: Lukas Hornicek; Mario Dorgeles, Gustaf Lagerbielke, Vitor Carvalho, Arrey-Mbi, Victor Gómez; João Mourinho, Florian Grillitsch; Rodrigo Zalazar, Ricardo Horta e Pau Victor.
Antevisão
A espera chegou ao fim. É já ao início da noite deste sábado que o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, vai receber a tão aguardada final da Taça da Liga, que irá colocar, frente a frente, Vitória SC e Sporting de Braga, que surpreenderam tudo e todos, ao deixarem pelo caminho, respetivamente, Sporting e Benfica, nas 'meias', a meio da semana.
Os eternos rivais minhotos já se defrontaram por 160 vezes, em toda a história, mas, curiosamente, nunca antes numa final. Até ao momento, a tendência é de... equilíbrio, uma vez que os arsenalistas venceram 64 dessas partidas, e os vimaranenses 61, ao passo que as restantes 35 terminaram empatadas.
No passado ano civil de 2025, estes dois emblemas defrontaram-se por duas vezes... ambas sem qualquer vencedor. O primeiro jogo, disputado no Estádio D. Afonso Henriques, em fevereiro, culminou num nulo, ao passo que o segundo, realizado no Estádio Municipal de Braga, resultou numa igualdade a um golo.
O Vitória SC-Sporting de Braga tem apito inicial agendado para as 20h00 (hora de Portugal Continental), e será ajuizado por Hélder Malheiro, árbitro da Associação de Futebol de Lisboa, que irá liderar uma equipa composta pelos assistentes Gonçalo Freire e Hugo Ribeiro, pelo quarto árbitro Miguel Nogueira, pelo VAR Rui Costa e pelos AVAR João Bento e Carlos Campos.
Leia Também: Vitória SC-Sporting de Braga: Final inédita aquece Leiria... e Portugal













