Violência doméstica motivou incêndio que deixou 111 desalojados
- 20/01/2026
Em comunicado hoje divulgado, a PJ conta que "identificou e deteve um homem, de 64 anos, fortemente indiciado pela autoria de um incêndio ocorrido no interior de uma garagem de um prédio residencial, em Paços de Ferreira, que provocou a destruição de cerca de três dezenas de viaturas e danificou um prédio residencial, provocando 111 desalojados".
"No prédio residia a filha do suspeito, que acolheu a mãe, em virtude de esta ser vítima de violência doméstica. Por não aceitar a saída da mulher da casa de família, o suspeito, num quadro de desequilíbrio, dirigiu-se ao prédio e com recurso a um isqueiro e acelerante de combustão terá provocado o incêndio", explica esta força de investigação criminal.
O homem, residente na área e sem antecedentes criminais, foi presente a primeiro interrogatório judicial, no qual lhe foi aplicada a medida de coação mais gravosa: a prisão preventiva.
Segundo a PJ, "face aos graves danos provocados pelo incêndio, ainda não estão reunidas as condições de segurança para o regresso dos moradores às suas habitações", estimando que os danos, "ainda não contabilizados na totalidade, ascenderão a várias centenas de milhares de euros".
Na quarta-feira, uma das gestoras do condomínio do prédio afetado indicou não haver ainda data para o regresso dos 111 moradores que ficaram desalojados na sequência do incêndio no edifício de dois blocos de apartamentos.
"A situação é muito complicada. A laje ficou com danos. Não significa que vai desmoronar a qualquer momento, mas ainda não é possível regressar ao prédio", explicou à agência Lusa Marta Nunes, uma das responsáveis do Condomínio Ideal.
Sem adiantar datas para obras e para o regresso ao prédio, a responsável acrescentou nesse dia que os moradores apenas têm entrado "esporadicamente para ir buscar bens essenciais", e "nem os carros podem ser retirados".
"Estamos dependentes de muitas coisas. Isto envolve muitos seguros e a investigação decorre com a Polícia Judiciária. Ainda não temos relatório, por isso não se pode tirar de lá os carros", descreveu esta responsável.
O incêndio deflagrou às 22h46 do dia 7 de janeiro numa garagem de dois blocos de apartamentos na Rua Nova Urbanização de Sistelo, na freguesia de Paços de Ferreira, distrito do Porto, fez 111 desalojados, queimou 33 carros e três motas.
Quando os bombeiros chegaram ao local, a garagem estava fechada, com uma carga térmica muito elevada, fumos negros, o que obrigou bombeiros a destruir uma parede noutra extremidade para poder entrar.
Sem registo de feridos graves, uma criança e dois adultos foram assistidos no local por inalação de fumos.














