Videovigilância no Porto tem problemas de incompatibilidade com DIAP
- 19/01/2026
As duas informações foram conhecidas durante a reunião alargada do Conselho Municipal de Segurança do Porto que decorreu nos Paços do Concelho, sendo a primeira avançada pelo superintendente da PSP, Rui Mendes, que, reconhecendo a utilidade do sistema, que na primeira fase distribuiu 79 câmaras de videovigilância pela cidade, mas deu nota que a "qualidade das imagens recolhidas nem sempre permite fazer um reconhecimento".
A segunda fase, acrescentou, está já em curso, com a instalação de mais 117 câmaras, agora na zona oriental, Asprela e nas zonas de Arca d'Água e de Campanhã, entre outros, enquanto a terceira fase, em Ramalde, aguarda condições para avançar para o terreno.
Rui Mendes sublinhou, no entanto, a necessidade de "melhorar a capacidade de resposta" do sistema instalado na primeira fase.
A procuradora do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, Maria Teresa Tomé, usou da palavra para revelar "as dificuldades de utilização das imagens, devido à incompatibilidade do 'hardware'" de que dispõem no tribunal, situação "que atrasa os processo em cerca de oito meses, pois torna-se necessário pedir ajuda à PSP".
Em representação da Associação dos Comerciantes do Porto, Ana Paula Gravato pediu atenção para as ruas ligadas ao comércio, revelando haver atos de vandalismo, muitas vezes associados ao consumo de droga, enquanto o presidente da Associação Comercial do Porto, pediu urgência na conclusão da fase 2.
Por seu lado, a presidente da Junta de Freguesia de Ramalde, Patrícia Rapazote, enfatizou a pressa em que a fase três esteja a funcionar e a emergência de aumentar o número de polícias na esquadra daquela freguesia.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte admitiu a "dificuldade em avançar com prazos para a instalação" da terceira fase, mas disse tratar-se de "uma prioridade absoluta do executivo", explicando "estarem ainda a agilizar o funcionamento da primeira fase".
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