Vídeos de Ghislaine Maxwell detida constam dos ficheiros Epstein. Veja
- 06/02/2026
Novas imagens de videovigilância dão um vislumbre da vida da ex-companheira de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, na prisão, onde se encontra a cumprir uma pena de 20 anos de prisão pelo seu envolvimento num esquema de exploração e abuso sexual de várias raparigas menores. Os vídeos, que têm a duração total de 10 horas, constam dos três milhões de documentos associados ao multimilionário que foram divulgados na semana passada pelo Departamento de Justiça norte-americano (DOJ, na sigla em inglês).
As imagens foram captadas pouco depois das 14h00 (hora local), no dia 1 de julho de 2020, quando Ghislaine Maxwell ainda se encontrava detida no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, conhecido pelas más condições. Trata-se, aliás, do estabelecimento prisional onde o ex-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, estão detidos, além de Luigi Mangione, acusado pelo homicídio do diretor-executivo da United Healthcare, Brian Thompson.
Envergando um macacão cor-de-laranja, Maxwell é vista a lavar qualquer coisa num lavatório, antes de dobrar a roupa de cama. Eventualmente, a mulher deita-se na cama a ler.
A cúmplice de Epstein é também vista várias vezes sentada na cama, com os joelhos junto ao peito e as mãos sobre os olhos.
Ghislaine Maxwell's Harsh Prison Footage Emerges Amid Controversy Over Transfer to 'Country Club' Facility After DOJ Meeting.#JeffreyEpstein #EpsteinFiles pic.twitter.com/BEwg423I99
— Abhijit Pathak (@aajtakabhijit) February 6, 2026
Desde que as imagens foram captadas, Maxwell foi transferida para uma prisão de baixa-segurança, no Texas, na sequência de uma reunião de nove horas com o vice-procurador-geral, Todd Blanche, na qual falou sobre mais de 100 homens associados ao ex-parceiro, incluindo Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III do Reino Unido que caiu em desgraça pelo seu envolvimento no esquema.
Saliente-se que Ghislaine Maxwell deverá depor perante o Congresso no próximo dia 9 de fevereiro, a pedido do presidente da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, o deputado republicano James Comer.
Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado e um financeiro rico conhecido pelas suas ligações a algumas das pessoas mais influentes do mundo, entre elas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi encontrado morto na cela de uma prisão federal em Nova Iorque, com um lençol atado ao pescoço, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual.
O DOJ tem vindo a divulgar fotografias, registos de chamadas telefónicas, depoimentos do júri e alguns documentos e registos que já eram do domínio público e que estão relacionados com o abuso sexual de jovens mulheres e menores por Epstein.














