Vídeo. Deputada municipal do Chega critica "teatrinhos", EGEAC e Saramago

  • 21/01/2026

Margarida Bentes Penedo, deputada municipal do Chega em Lisboa, teceu duras críticas à EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) e aos financiamentos levados a cabo pela empresa municipal, assim como defendeu a colocação de uma "cultura de Direita."

 

"A EGEAC, mais uma empresa municipal um bocadinho opaca", começou por dizer durante a sua intervenção na Assembleia Municipal, acrescentando que "não era bem" esse o ponto.

O ponto a que a deputada municipal quis chegar foi mesmo à lista dos nomes que constavam na programação do Teatro do Bairro Alto (que, entretanto, respondeu às críticas).

Margarida Bentes Penedo começou dizer vários nomes em voz alta, entre os quais se percebeu que havia alguns artísticos e, sobretudo, que não eram de origem portuguesa. "Juro que é isto que estou a ler. Um senhor chamado Nouvelle Vague [...]. Uma senhora chamada Puta da Silva", terminou a lista, acrescentando: "São respeitáveis artistas que fazem espetáculos no Teatro do Bairro Alto e que a Câmara de Lisboa financia. Mas há mais: o Teatro do Bairro Alto assume como prioridade a descolonização. A descolonização de há 50 anos."

A deputada municipal, que se tornou parte do "governo-sombra" de André Ventura depois de já ter assumido funções, no passado, pelo CDS-PP, continuou ainda a falar das peças culturais que tinha "estudado" e referiu que eram identificados como públicos prioritários os "racializados e LGBTQIA+", em pelo menos um caso.

"Isto vai por aqui abaixo", apontou, lendo mais um dos pontos da programação que tratava temas como "a reforma revolucionária do PREC."

Dirigindo-se depois à plateia, e não só aos vereadores como ao presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que estaria no local,  Penedo diz: "Os senhores não são obrigados a financiar esta cultura. O ponto é este. É que os vossos eleitores são outros. O país mudou, já passou a descolonização há mais de 50 anos, as coisas já estão resolvidas há muitas décadas. Temos [agora] críticas diferentes."

"Cultura de Direita", críticas à Esquerda

A deputada municipal foi além das críticas a Moedas, e 'voltou' à União Soviética para continuar as suas críticas. "A arte não tem de continuar a ser esta espécie de cultura panfletária, esta espécie de Agiprop. Esta espécie não, esta Agitprop perfeitamente panfletária, paga pelos eleitores", apontou, referindo-se à propaganda política que acontecia através de meios ligados à cultura - peças de teatro, literatura e mais.

"Podemos ter uma cultura de Direita como temos Economia de Direita, como temos direitos sociais tal como são vistos pela Direita, como temos uma saúde como ela é vista pela Direita. Também na cultura, existe cultura de direita. E sobretudo devíamos rejeitar, com toda a força, isto que nos apresentam como cultura. Isto não é cultura", criticou, reforçando: "Ainda para mais, é uma coisa panfletária de muito baixa qualidade. Há arte panfletária de muito boa qualidade. Ninguém quer ir ver estes teatrinhos. As plateias estão vazias, desculpem. Ninguém quer ver estas porcarias."

E argumentado ainda com esta "cultura de Direita", Margarida Bentes Penedo deu ainda o exemplo do fadista João Braga, que, recordou, o ano passado fez um espetáculo no São Luiz Teatro Municipal e onde nem "o presidente [Moedas] ou vereador da Cultura" terão estado presente.

"Lisboa é a cidade do fado. O fado não é a canção de Lisboa? O fadista João Braga é dos poucos artistas que se tem ligado sempre à Direita. Sempre que tem uma intervenção pública fala pela Direita", exemplificou, dando conta de que nesse mesmo dia em que aconteceu o concerto, Moedas estava noutro local, a prestar homenagem ao único português vencedor do Prémio Nobel da Literatura (ou qualquer outro): "Mas nesse mesmo dia foram inaugurar uma placa no passeio junto ao Tejo com o nome de José Saramago. Talvez por ser comunista preferiram ir para ali."

Já em 2019, Margarida Bentes Penedo protagonizou um momento em que falou de "ideologia de género" e gerou muitas reações nas redes sociais.

Veja o vídeo abaixo:

Vereadora do Chega em Lisboa desfilia-se do partido:

Vereadora do Chega em Lisboa desfilia-se do partido: "Incompatibilidades"

A vereadora do Chega na Câmara de Lisboa, Ana Simões Silva, decidiu desfiliar-se do partido e vai assumir o mandato no executivo municipal como independente, anunciou hoje, justificando a decisão com "incompatibilidades políticas intransponíveis".

Lusa | 23:53 - 19/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2923740/video-deputada-municipal-do-chega-critica-teatrinhos-egeac-e-saramago#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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