Vereador do Chega nacusa Ana Simões Silva de "vender-se" a Moedas

  • 11/02/2026

"O partido, estando unido em Lisboa, naturalmente que o engenheiro Moedas não pode fazer o que quer e que lhe apetece na cidade", afirmou o vereador do Chega, Bruno Mascarenhas, em declarações à agência Lusa.

 

Apesar de a liderança PSD/CDS-PP/IL conquistar agora a maioria absoluta com a integração da vereadora independente Ana Simões Silva na governação da cidade, há determinadas políticas, sobretudo as mais estruturantes, que também passam pela Assembleia Municipal, avisou o eleito do Chega, sublinhando que "aí a oposição poderá ter um papel a dizer".

Questionado se em algum momento Carlos Moedas convidou os vereadores do Chega para assumir pelouros, uma vez que um dos argumentos de Ana Simões Silva para se desfiliar do partido era que não a deixavam ter pelouros no executivo municipal, Bruno Mascarenhas assegurou que não houve esse convite, acrescentando que "pela boca morre o peixe".

"O que está aqui em causa foi vender-se ao engenheiro Moedas, porque foi ela que o procurou, não foi ele que a foi buscar, e para precisamente obter uma vantagem à custa de um partido, de um projeto e de uma ideia de cidade", declarou o vereador do Chega, referindo-se a Ana Simões Silva, realçando que assumir pelouros implica ter uma remuneração, bem como um gabinete maior do que aquele que é dado aos partidos da oposição.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), vai passar a governar com maioria absoluta ao delegar competências na vereadora independente Ana Simões Silva, ex-Chega, que vai passar a regime de tempo inteiro, anunciou hoje o município.

Numa nota, a autarquia indicou que o social-democrata convocou uma reunião extraordinária do executivo para sexta-feira para "fixar em oito o número de vereadores em regime de tempo inteiro", atribuindo "posteriormente" a Ana Simões Silva (doutorada em Medicina Dentária e que se desfiliou do Chega em janeiro) os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar e competências "no âmbito do grupo de trabalho responsável pelas candidaturas a projetos europeus".

Em reação, o vereador do Chega disse: "Não culpo o engenheiro Moedas na sua plenitude, na realidade foi a vereadora em questão que se foi oferecer com o intuito de ter uma remuneração, portanto ter um vencimento, porque os vereadores sem pelouro não recebem praticamente nada, (...) têm só senhas de presença, e, como tal, o engenheiro Moedas aproveitou a ocasião e, portanto, ele não é propriamente o principal culpado disto."

Bruno Mascarenhas acusou Ana Simões Silva de "trair" a vontade dos eleitores do Chega, que votaram num programa para mudar uma série de políticas na cidade, referindo que quando a convidou para integrar a candidatura do partido nas eleições autárquicas a médica dentista lhe disse que "estaria indiscutivelmente" ao seu lado.

Sobre as competências que vão ser atribuídas à vereadora independente, o eleito do Chega referiu que "agora foram criados 'ad hoc' pelouros, que na realidade não são propriamente pelouros, são atribuições, porque Lisboa não tem propriamente uma política para a saúde", acrescentando que a ideia de voltar a ter o Comissariado do Desperdício Alimentar foi uma proposta que o partido fez no mandato anterior na Assembleia Municipal.

Questionado sobre a posição do presidente do Chega, André Ventura, quanto à situação em Lisboa, Bruno Mascarenhas referiu que ainda não houve a oportunidade de falarem pessoalmente, mas realçou que o líder do partido "confia seguramente" no que está a ser feito no concelho, ressalvando que também "não há muito que possa fazer ou dizer" quanto à desfiliação de Ana Simões Silva, que "abandona por uma questão estritamente financeira".

Quanto à acusação de Ana Simões Silva, inclusive de não ter acesso ao gabinete, o vereador do Chega considerou que "é uma desculpa esfarrapada" para justificar a desfiliação: "É completamente ridículo, abusivo, e até nem sei se não seja motivo de processo, porque isso é absurdo, é completamente absurdo."

Bruno Mascarenhas reforçou que, apesar de o Chega perder representação no executivo camarário, vai tentar que o programa do partido seja aplicado, lembrando a incorporação de medidas nas Grandes Opções do Plano 2026-2030, nomeadamente criar um novo espaço para vítimas de violência doméstica, reforçar a oferta de creches para famílias portuguesas, implementar a "cidade desportiva" e permitir que os inquilinos municipais possam comprar as habitações.

Sobre se houve negociação entre Chega e PSD/CDS-PP/IL para fazer aprovar propostas em troca de atribuição de lugares em estruturas municipais, o eleito do partido de extrema-direita indicou que "foram negociadas, naturalmente, determinadas políticas que estão inscritas e que foram ditas de forma transparente nas Grandes Opções do Plano", referindo que a nomeação de Malfada Guerra, militante do Chega, para os Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa "se enquadra naquilo que pode ser uma boa vontade dos partidos em trabalhar naquilo que são as políticas da cidade".

"Nós queríamos era ter mais pessoas do Chega com competência e com capacidade para corporizar aquilo que são as nossas medidas, isso é que nós queríamos e que estou a ver que vai ser difícil que aconteça", expôs.

O atual executivo municipal de Lisboa tomou posse no dia 11 de novembro de 2025, um mês depois das eleições autárquicas, em que Carlos Moedas foi reeleito, pela coligação PSD/CDS-PP/IL.

Com oito eleitos (incluindo o presidente), a coligação ficou a um mandato de obter a maioria absoluta. Os restantes nove lugares foram conseguidos pelo PS (quatro), pelo Chega (dois), pelo Livre (um, eleito em coligação com os socialistas), pelo BE (um, também eleito em coligação com o PS) e pelo PCP (um).

Ana Simões Silva anunciou em 19 de janeiro ter decidido desfiliar-se do Chega, passando a assumir o mandato como independente. Com isso, o Chega ficou reduzido a apenas um vereador, Bruno Mascarenhas.

Leia Também: Moedas passa a ter maioria absoluta com vereadora que se desfiliou do Chega

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2937585/vereador-do-chega-nacusa-ana-simoes-silva-de-vender-se-a-moedas#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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