Ventura contra "conversa do moderado" quer "mexer nos interesses instalados"
- 26/01/2026
Neste discurso de cerca de 10 minutos no fim de uma arruada na Baixa da Banheira, no concelho da Moita (distrito de Setúbal), o também líder do Chega fez referência às pessoas que têm vindo a público manifestar apoio ao seu adversário António José Seguro (candidato apoiado pelo PS) na segunda volta das eleições presidenciais.
"Alguns até dizem 'é uma luta da decência contra a indecência, é uma luta do humanismo contra a intolerância, é uma luta do discurso moderado contra o discurso autoritário'. Nós passámos 50 anos com esta conversa do moderado, a conversa do fazer tudo para agradar a todos, a conversa do não querer mexer em nenhum dos interesses. Eu não me candidataria a estas eleições se eu não quisesse mesmo mexer nos interesses que estão instalados, e não valeria a pena nós estarmos aqui, e não valeria a pena nós estarmos a mover o país inteiro se não fosse para meter em causa os interesses instalados", afirmou.
Perante algumas dezenas de pessoas, André Ventura, apoiado pelo Chega, prometeu lutar pelos interesses das pessoas comuns e disse que se está "nas tintas para os notáveis", porque é o apoio "do povo português" que lhe interessa.
"Nós viemos mesmo abanar um país que estava em águas completamente moles e mansas, e o medo que eu vejo em alguns que deviam estar a apoiar-nos, que deviam estar deste lado, homens e mulheres comuns, mas que sempre disseram que regressar ao PS era regressar aos tempos mais sombrios do nosso país, era regressar à corrupção, à desorganização, à insegurança, à falta de valores, e agora é vê-los a desfilar ao lado do candidato do PS. A nós não nos preocupa a traição, lidamos com ela como sempre sabemos lidar na política", indicou.
E mostrou-se convicto de que os "homens e mulheres e jovens comuns deste país se vão levantar para defender a sua nação" no próximo dia 08 de fevereiro e que vai ser eleito o próximo Presidente da República.
"Se nos estão a atacar tanto é porque nós estamos a mexer nos interesses deles, é porque estão a sentir que os interesses deles estão postos em causa. Se nos estão a atacar tanto e a querer tanto destruir-nos, da esquerda à direita, ao centro, se estão a fazer isso é porque alguma coisa devemos estar a fazer bem. E quando nós sentimos que alguma coisa estamos a fazer bem, a nossa massa é de nunca desistir, é de ir até ao fim", salientou.
O candidato presidencial acusou ainda "as elites" de estupidificarem o povo português nas últimas décadas.
"Quiseram-nos dizer que as cores não eram como são, que um homem é a mesma coisa que uma mulher, que um imigrante é o mesmo que um nacional. Para nós não é, nós temos os nossos valores muito certos, um homem é um homem, uma mulher é uma mulher, um cristão é um cristão, um não cristão é um não cristão, um português é um português, um imigrante é um imigrante, e nós sabemos muito bem a diferença das coisas", disse.
André Ventura considerou também que não está a lutar "só contra um partido", mas sim "a enfrentar todos os partidos do sistema".
"Porque se juntaram todos para nos derrubar, porque se juntaram todos para nos vencer. Mas não é a mim que eles querem calar, eles querem-vos calar a vocês. Não é atrás de mim que eles querem vir, não é para calar aquilo que eu digo, é porque eles sabem que aquilo que estou a dizer é por vocês que o estou a fazer", alegou.
"Não é a mim que eles me querem calar, eles querem calar este movimento", continuou.
André Ventura fez hoje uma arruada na Baixa da Banheira, no concelho da Moita (distrito de Setúbal), que terminou com um pequeno comício do também líder do Chega. No final do discurso, o candidato presidencial chamou algumas crianças e jovens ao palco, para gritarem "Portugal, Portugal", e cantou com eles o hino nacional.
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