Venezuela: Principal aeroporto continua a funcionar após anúncio de Trump
- 29/11/2025
O aeroporto, que serve Caracas, recebeu durante a manhã dois voos de Barbados e Bogotá e tem programadas as rotas do Panamá, Curaçao e Havana, segundo constatou a EFE no local.
Na tarde de hoje, dois voos atrasados para o Panamá e Bogotá, ambos operados pela Copa Airlines, estavam a ser exibidos nos painéis.
Fontes do aeroporto disseram à EFE que os atrasos não estavam relacionados com as tensões atuais com os Estados Unidos.
Além disso, um voo partiu hoje do Aeroporto de Maiquetía para Curaçao e outro para Havana.
Também o aeroporto internacional de La Chinita, em Maracaibo, capital do Estado de Zulia (no oeste da Venezuela, na fronteira com a Colômbia), as operações de voo continuaram sem incidentes, de acordo com os horários das companhias aéreas, citados também pela EFE.
Uma fonte não oficial indicou que sete companhias aéreas estão a operar no aeroporto e receberam voos charter e internacionais ao longo da semana.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou hoje que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado "totalmente fechado", numa altura em que Washington está a aumentar a pressão sobre aquele país e o confronto com o líder venezuelano, Nicolás Maduro.
"Todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de droga e traficantes de seres humanos considerem o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela como totalmente fechado", escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social Truth Social.
Em reação, Caracas condenou a mensagem de Trump, classificando-a como uma "ameaça colonialista".
"A Venezuela denuncia e condena a ameaça colonialista que pretende afetar a soberania do seu espaço aéreo, constituindo assim uma nova agressão extravagante, ilegal e injustificada contra o povo venezuelano", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano, num comunicado.
A declaração de Trump surge numa altura em que os Estados Unidos intensificam a pressão sobre a Venezuela com um grande destacamento militar nas Caraíbas, incluindo o maior porta-aviões do mundo, e admitem ataques terrestres no território venezuelano na luta contra os cartéis de droga.
Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) recomendou "extrema cautela" ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera "uma situação potencialmente perigosa" na região.
Várias companhias aéreas, incluindo a TAP, Iberia, Air Europa, Aviança e Turkish Airlines, suspenderam então os seus voos para aquele país.
O Governo venezuelano decidiu revogar posteriormente as licenças de operação da TAP, Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol, acusando-as de se "unirem aos atos de terrorismo" promovidos pelos Estados Unidos.
Leia Também: Venezuela? Consulados têm canais de urgência para apoiar portugueses













