Venezuela diz que há cidadãos nacionais entre mortos de ataques dos EUA
- 30/11/2025
A informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, na televisão pública, depois de se ter reunido com familiares de venezuelanos "assassinados, executados extrajudicialmente em ações claramente ilegítimas e ilegais" conduzidas pelos Estados Unidos.
Desde o início de setembro, militares dos Estados Unidos destruíram mais de 20 lanchas alegadamente envolvidas no tráfico de droga no mar das Caraíbas, perto da Venezuela, matando mais de 80 pessoas com recurso a ataques aéreos.
Jorge Rodriguez disse ainda que, na segunda-feira, o Parlamento vai votar a criação de uma comissão especial para investigar aqueles ataques e determinar quantos cidadãos venezuelanos morreram, uma vez que foram reportadas outras nacionalidades entre as vítimas, nomeadamente colombianos e dominicanos.
Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou que as Forças Armadas "começarão muito em breve" a deter os "traficantes de droga da Venezuela" por terra, após as operações no mar.
E no sábado, Trump avisou que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado "totalmente fechado".
Na luta contra os cartéis de droga, a administração de Trump tem intensificado a pressão sobre a Venezuela com um grande destacamento militar nas Caraíbas, incluindo o maior porta-aviões do mundo.
Embora Washington afirme que o objetivo é reduzir o tráfico de droga, Caracas insiste em que o verdadeiro objetivo é uma mudança de regime.
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