Vêm aí tempos difíceis? O que responderam possíveis sucessores a Marcelo

  • 16/01/2026

No último 'sprint' da corrida a Belém, o atual Presidente da República 'entrou' na campanha para deixar um aviso à navegação: quem lhe suceder terá a tarefa mais difícil devido à situação "complicada" e "imprevisível" da Europa e do resto do mundo.

 

As respostas não se fizeram esperar. Houve quem concordasse, quem dispensasse o aviso... e até quem se colocasse em bicos de pés para mostrar ser o mais "bem preparado" para enfrentar essa difícil tarefa.

Recuperamos de que forma responderam, ao longo do dia, os vários candidatos à presidência da República.

Mas o que disse Marcelo ao certo?

"O Presidente próximo encontra o mundo e a Europa numa situação mais complicada do que eu encontrei. Há que fazer essa justiça", declarou o chefe de Estado aos jornalistas, no Beato, onde participou num fórum empresarial com o Presidente da Estónia, Alar Karis. 

Marcelo Rebelo de Sousa descreveu a situação global como "de imprevisibilidade enorme, que não havia há 10 anos ou não havia há 15 anos".

"O mundo está mais imprevisível, a Europa está mais imprevisível. Isso torna a política mais difícil, torna as decisões económicas e sociais mais difíceis. Obriga as pessoas, elas próprias, ao pensar na sua vida, a terem preocupações maiores do que tinham antigamente", prosseguiu.

Por isso, na sua opinião, "olhando para o Presidente que vai ser eleito este fim de semana, ou que, pelo menos, a primeira votação será neste fim de semana, é mais difícil a tarefa que ele tem" do que a sua.

E como responderam os seus possíveis sucessores?

Catarina Martins respondeu à ideia de Marcelo Rebelo de Sousa de que o seu sucessor terá uma tarefa mais difícil do que a sua, defendendo que o próximo Presidente deverá ser mais interventivo.

"Acho mesmo que precisamos de um Presidente da República que seja interventivo e, por isso, é que tenho dito que candidatos apoiados pelo primeiro-ministro, ou que querem muito o apoio do primeiro-ministro, ou que querem, pelo menos, que o primeiro-ministro lhes dê uma palavra de conforto não servem o país neste momento", afirmou a candidata a Belém. "Precisamos de uma Presidente da República exigente. Exigente, porque defende quem trabalha e quem vive com tanta dificuldade o quotidiano. Essa Presidente sou eu."

O candidato presidencial Gouveia e Melo concordou com o chefe de Estado de que o seu sucessor terá um mandato mais difícil por causa da atual situação internacional e defendeu a unidade europeia na Gronelândia.

"Não há dúvida nenhuma de que eu sou a pessoa mais bem preparada para enfrentar os novos desafios em termos da ordem internacional. O próximo Presidente da República terá um mandato mais difícil porque a ordem internacional está numa evolução muito negativa. Uma ordem em que o poder e os interesses passam a ser os verdadeiros ingredientes em vez do direito internacional", sustentou, garantindo: "Eu sou a pessoa mais bem preparada para enfrentar os novos desafios em termos de ordem internacional."

Interrogado sobre a possibilidade de Portugal participar no envio de tropas para proteger a Gronelândia, o almirante admitiu essa possibilidade, considerando-a mesmo "elevada".

Também António Filipe concordou com as palavras do atual chefe de Estado: "Estamos a viver tempos difíceis, muito difíceis. Os direitos portugueses estão claramente ameaçados. Temos tido políticas públicas que não só não estão de acordo com aquilo que são os princípios constitucionais, mas inclusivamente têm vindo a contrariar valores fundamentais da Revolução de Abril que estão consagrados na Constituição", comentou a propósito o ex-deputado comunista.

Por sua vez, João Cotrim de Figueiredo afirmou ter dito desde o início que o próximo Presidente da República vai enfrentar "desafios complexos", desvalorizando a necessidade de Marcelo Rebelo de Sousa o dizer.

"Eu não preciso que o Presidente da República me venha dizer que o mandato vai ser mais difícil, eu disse desde o princípio que o que se preparava aí para Portugal, para a Europa e para o mundo são tempos de desafios complexos", vincou o também eurodeputado.

No final de uma visita à empresa Trimalhas, em Guimarães, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal considerou que perante os "desafios complexos" que se avizinham será "inevitável" ter uma nova atitude política.

Sobre o mesmo tema, o candidato Jorge Pinto disse apenas que o próximo chefe de Estado enfrentará muitas dificuldades e que "não desiste do país, nem tem medo de falar de amor, de empatia, de entreajuda".

"Dizer que este Portugal do ódio que nos querem aí vender não é o Portugal ao qual nós estamos condenados. E assim sendo, esta candidatura valeu muito a pena e é apenas o início. Porque dia 19, cá continuaremos para fazer esta política otimista, mas também para fazer barreira e lutar em defesa do nosso país, desde logo, como tenho dito imensas vezes, para defender a nossa Constituição e a nossa República", resumiu.

Não respondendo diretamente às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato apoiado pelo PSD, Luís Marques Mendes, defendeu hoje que o próximo Presidente da República não pode ser alguém que "vai fazer um exercício de experimentalismo, uma aventura, que não tem capacidade de iniciativa e de decisão, ou que vai ser um tiro no escuro".

"Na Presidência da República não pode estar ninguém que acrescente instabilidade", mas sim alguém preparado e com "capacidade para dialogar" e "evitar moções de censura e moções de confiança", aproximando Governo e oposição, por exemplo para negociar Orçamentos do Estado, referiu.

"Não pode ser alguém hesitante, não pode ser alguém que tem dúvidas, não pode ser alguém que seja passivo, tem que ser um Presidente firme a decidir. E é isto que pretendo ser em função da minha experiência, firme a tomar decisões, tranquilo a analisar", acrescentou. 

"O mundo está mais imprevisível e isso torna a política mais difícil"

Marcelo Rebelo de Sousa falou esta sexta-feira aos jornalistas, tentando abster-se de comentário sobre as Presidenciais.

Andrea Pinto | 11:43 - 16/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/politica/2920985/vem-ai-tempos-dificeis-o-que-responderam-possiveis-sucessores-a-marcelo#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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