Uma portuguesa ferida e uma desaparecida após incêndio na Suíça
- 02/01/2026
Há pelo menos um português entre os 119 feridos do incêndio na estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça. A informação foi revelada, esta sexta-feira, pela polícia local.
Ao Notícias ao Minuto, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou "uma cidadã nacional ferida", cujos "detalhes sobre estado de saúde ainda estão por conhecer". e "uma desaparecida confirmada de nacionalidade portuguesa".
Segundo o chefe da Polícia do Cantão de Valais, Frederic Gisler, já foram identificados 113 dos 119 feridos.
Há, até ao momento, registo de 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, um bósnio, um belga e um português.
A polícia suíça já está em contacto o Governo português, bem como com França, Bélgica, Polónia, Congo, Sérvia, Turquia, Roménia e Filipinas.
As autoridades suíças adiantaram, ainda, que tudo indica que o incêndio que provocou 40 mortos "começou com velas de foguete".
"Tudo indica que o incêndio começou com velas de foguete colocadas sobre garrafas de champanhe, que foram levadas muito perto do teto, e a partir daí ocorreu uma conflagração rápida e generalizada", explicou a Procuradora-Geral do Cantão de Valais, Béatrice Pilloud.
Será agora aberta uma investigação por "incêndio criminoso por negligência" e "homicídio por negligência", sublinhou a procuradora, acrescentando que os dois gerentes do bar já foram interrogados pela polícia.
O que se sabe sobre o incêndio?
O incêndio deflagrou pelas 1h30 locais (00h30 em Lisboa) de quinta-feira, seguindo-se uma explosão, no bar-discoteca La Constellation, na estância de Crans-Montana. Segundo explicou Pilloud, "o fogo alastrou-se e, à medida que se intensificava, causou uma explosão generalizada".
A primeira vítima mortal foi identificada como Emanuele Galeppini, um jovem golfista italiano. Num comunicado, a Federação Italiana de Golfe lamentou a perda de um "jovem atleta que personificava a paixão e os valores autênticos".
As vítimas sofreram queimaduras graves e inalação de fumo. Algumas foram levadas de avião para hospitais especializados de todo o país.
Numa publicação, na rede social X, o presidente francês, Emmanuel Macron, revelou que "França está a receber feridos nos seus hospitais e está disponível para prestar toda a assistência necessária".
Além de França, também a Itália e a Alemanha disponibilizaram-se para receber nos seus hospitais alguns dos feridos, que apresentam principalmente queimaduras e que, inicialmente, foram distribuídos em centros hospitalares suíços em Sion, Lausanne, Genebra e Zurique.
As autoridades suíças decidiram, ainda, ativar o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE) após o incêndio. O anúncio foi feito pela comissária europeia de Gestão de Crises, Hadja Lahbib, na rede social X, onde afirmou que "Bruxelas está em contacto com as autoridades helvéticas para prestar assistência médica às vítimas".
[Notícia atualizada às 15h05]















