Uma planta comum poderá ser a chave para combater o Alzheimer, diz estudo
- 16/02/2026
Uma possível arma contra a doença de Alzheimer poderá estar na planta de Aloé Vera, conforme sugere uma pesquisa recente, noticia a Fox News Digital.
A Aloé Vera é conhecido, sobretudo, devido às suas propriedades calmantes e hidratantes para a pele, mas um estudo publicado pela revista Current Pharmaceutical Analysis aponta que algumas das substâncias desta planta poderão interagir com as enzimas relacionadas com a doença de Alzheimer.
Em causa está um mensageiro químico no cérebro denominado acetilcolina, que ajuda as células nervosas a comunicarem entre si. Ora, em doentes de Alzheimer, a acetilcolina é encontrada em níveis mais reduzidos, contribuindo, desta forma, para a perda de memória e para o declínio cognitivo.
Duas enzimas no cérebro - a colinesterase e butirilcolinesterase - levam à degradação da acetilcolina. Existem, por isso, medicamentos que inibem a ação dessas enzimas, os quais ajudam a preservar o neurotransmissor, melhorando os sintomas dos pacientes.
"Os nossos resultados sugerem que o beta-sitosterol, uma das componentes da Aloé Vera, apresenta afinidades de ligação e estabilidade significativas, tornando-a numa candidata promissora para o desenvolvimento de novos medicamentos", referiu a autora principal do estudo, Meriem Khedraoui.
O beta-sitosterol ligou-se às enzimas com mais intensidade do que qualquer outro que foi testado. Isto sugere que o composto poderá ser eficaz na redução dessas enzimas.
"Estes resultados destacam o potencial do beta-sitosterol como um inibidor duplo, o que pode ser crucial no tratamento da doença de Alzheimer", acrescentou Khedraoui.
Limitações do estudo
Tal como todos os estudos científicos, também este apresenta algumas limitações. Os pesquisadores admitiram que a investigação sobre o tema ainda se encontra na sua fase inicial, uma vez que os resultados baseiam-se apenas em simulações feitas a computador e não em exemplos reais.
"Como os suplementos de Aloé Vera são normalmente vendidos sem receita médica e como não foram estudados para validar o seu uso em pessoas com Alzheimer ou outras doenças que causam demência ou perda de memória/declínio cognitivo, os consumidores precisam de estar atentos a quaisquer alegações terapêuticas feitas com base nestes resultados", alertou Christopher Weber, diretor da Alzheimer’s Association.
No entanto, a inibição da colinesterase no cérebro não retarda nem impede a morte das células cerebrais e outros danos causados pela doença de Alzheimer, notou Weber. "Portanto, mesmo que essas descobertas se mostrem eficazes posteriormente em estudos com humanos, isso não seria um tratamento 'modificador da doença'", completou.














