UE/Mercosul. Mais de 2 mil pessoas saem à rua com tratores em Berlim
- 17/01/2026
A manifestação foi convocada por um movimento chamado "Estamos fartos", que considera que o acordo que será hoje assinado prejudica os agricultores através do aumento da pressão e da concorrência.
"O atual governo está a implementar uma política agrícola regressiva. Queremos lembrá-lo da responsabilidade que tem", disse o porta-voz do movimento, Jan Greve, à agência EFE.
A União Europeia e o Mercosul assinam hoje o aguardado acordo que demorou mais de 25 anos de negociações e que cria a maior zona de livre-comércio do mundo, num momento de crescente protecionismo global.
Os representantes de ambos os blocos vão estar presentes no Grande Teatro José Asunción Flores do Banco Central do Paraguai, na capital Assunção, um local carregado de simbolismo, pois foi ali que o Mercosul foi lançado, em 1991.
O acordo permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações da UE para o Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas para a Europa, abrindo um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares (19 biliões de euros), segundo dados da Comissão Europeia.
Para a UE, o tratado abre as portas de um mercado historicamente protegido aos seus setores industriais mais competitivos, entre os quais se destacam a indústria automóvel e a maquinaria industrial, onde as atuais tarifas entre 35% e 14% desaparecerão progressivamente.
Leia Também: CIP saúda UE/Mercosul e pede políticas públicas para "abrir mercados"













