Ucrânia, Sudão e Gaza prioritários para presidência britânica do Conselho de Segurança
- 02/02/2026
Numa conferência de imprensa em Nova Iorque, onde apresentou a agenda do Conselho de Segurança para o mês de fevereiro, o diplomata britânico James Kariuki disse que a paz na Ucrânia está "mais perto do que nunca" e garantiu que o seu paÃs continuará a dar à Ucrânia "apoio inabalável", quer na busca pela paz, quer para garantir que Moscovo não tente uma nova invasão.
Nesse sentido, indicou que o Reino Unido pretende convocar uma reunião do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia, a 24 deste mês, para assinalar o quarto aniversário da invasão em grande escala pela Rússia.
"Ao entrarmos no quinto ano desta guerra devastadora, reiteraremos o nosso compromisso com a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e a importância de alcançar uma paz justa e duradoura", frisou.
A reunião será presidida pelo ministro de Estado do Reino Unido para a Europa, Stephen Doughty, indicou James Kariuki, encarregado de Negócios da Missão do Reino Unido junto das Nações Unidas.
Face ao Sudão, o brutal conflito e o desastre humanitário no paÃs africano são "uma prioridade urgente para o Reino Unido", disse o embaixador, garantindo estar a utilizar todas as ferramentas diplomáticas para pressionar as partes a concordarem com um cessar-fogo e acabar com a guerra.
"É por isso que utilizaremos a nossa presidência este mês e a reunião do Conselho de Segurança sobre o Sudão, agendada para 19 de fevereiro, para nos concentrarmos na necessidade urgente de aliviar o sofrimento, proteger os civis e pôr fim aos combates catastróficos. Utilizaremos também esta oportunidade para nos concentrarmos na horrenda violência contra mulheres e raparigas", afirmou Kariuki.
A reunião deverá ser presida pela secretária de Estado para Assuntos Exteriores britânica, Yvette Cooper.Â
Sobre Gaza, e ao reiterar apoio ao plano de 20 pontos apresentado pelos Estados Unidos para a paz no enclave palestiniano, o diplomata defendeu a necessidade de um novo impulso para sustentar o cessar-fogo, garantir o desarmamento do grupo islamita Hamas e manter os progressos na criação do Comité Nacional Palestiniano para a Administração de Gaza, colocando "os palestinianos no centro dos esforços de recuperação e reconstrução".
"Precisamos também de abordar as condições humanitárias extremas em Gaza com mais ajuda", reforçou, instando à total abertura de todas as fronteiras para permitir a entrada em larga escala de mantimentos humanitários vitais.
No dia 19 de fevereiro, o Reino Unido usará a reunião mensal sobre a situação em Gaza para pressionar por avanços na implementação do plano de paz, abordar a crise humanitária e a situação em deterioração na Cisjordânia.
O encontro também deverá ser presidido pela secretária de Estado para Assuntos Exteriores.
"Como presidente [do Conselho de Segurança da ONU em fevereiro], utilizaremos a nossa plataforma para amplificar as vozes da sociedade civil, incluindo as que defendem os direitos humanos e as liberdades em todo o mundo, e destacaremos a importância de combater a epidemia global de violência contra mulheres e raparigas, incluindo o uso da violação como arma de guerra", acrescentou.
Ainda este mês, o Conselho vai abordar o relatório estratégico bianual do secretário-geral da ONU relativo à ameaça representada pelo grupo extremista Estado Islâmico no Iraque e no Levante.Â
Decorrerá também a reunião anual dos Comissários de PolÃcia da ONU.
Além da questão palestiniana, outros temas relacionados com o Médio Oriente constam na programação, como a SÃria e o Iémen.
A situação na LÃbia, na República Centro-Africana e no Sudão do Sul serão igualmente debatidas.
O Reino Unido é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, ao lado da China, Estados Unidos, França e Rússia.
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