Ucrânia pede apoio para defesa de instalações energéticas
- 12/01/2026
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, anunciou hoje que os parceiros de Kyiv já receberam uma lista detalhada das necessidades ucranianas. Isto acontece no mesmo dia em que a Rússia atacou instalações energéticas em várias regiões, deixando centenas de cidades sem energia.
"Estou convencido de que haverá soluções adicionais" e "que a nossa defesa aérea e, claro, as nossas capacidades energéticas serão tidas em conta", declarou Andrii Sybiha em Kyiv durante uma conferência de imprensa conjunta com o homólogo norueguês, Espen Barth Eide, que anunciou uma nova contribuição de Oslo de 400 milhões de dólares (cerca de 343 milhões de euros, ao câmbio atual).
Metade deste novo pacote de ajuda norueguesa --- totalizando quase 17 mil milhões de dólares (cerca de 14 mil milhões de euros) ao longo de dois anos --- será destinada às "necessidades urgentes" da Ucrânia para fazer face ao inverno, como a compra de gás e reparações em zonas danificadas pelos bombardeamentos, explicou Eide, segundo a agência de notícias ucraniana Ukrinform.
Nas últimas horas, os ataques russos deixaram várias cidades e aldeias sem eletricidade e aquecimento, com as temperaturas a atingirem os -10°Celsius. A situação mais crítica persiste em certas zonas de Kyiv, alertou a primeira-ministra ucraniana, Yulia Sviridenko.
"A principal tarefa é restabelecer a eletricidade e o aquecimento em todas as casas", afirmou a chefe de Governo ucraniana na rede social Telegram, esclarecendo que, apesar dos "constantes ataques inimigos", a infraestrutura essencial está a funcionar normalmente.
Ao longo da noite, foram registados vários ataques às infraestruturas energéticas em várias regiões do país, principalmente em Kyiv, onde 161 localidades sofreram cortes de energia e aquecimento, mas também em Odessa, Jitomir, Sumy, Kharkiv, Donetsk, Dnipropetrovsk e Chernihiv.
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