Ucrânia? Londres destina 230 milhões para preparar futura força de paz
- 09/01/2026
Este financiamento, proveniente do orçamento militar de 2026, "fornecerá novos veículos, sistemas de comunicação e capacidades de proteção contra drones, garantindo que as tropas britânicas estão prontas para o envio", explicou, em comunicado, Ministério da Defesa britânico.
Além disso, a produção de drones intercetores Octopus vai começar este mês no Reino Unido "para reforçar as defesas aéreas da Ucrânia", pode ler-se.
O secretário da Defesa britânico, John Healey, esteve hoje em Kyiv, onde tinha um encontro marcado com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Este anúncio faz parte da declaração de intenções assinada na terça-feira pelo Reino Unido e pela França, na qual ambos os países declararam a sua disponibilidade para enviar tropas para manter a paz em caso de cessar-fogo.
O primeiro-ministro Keir Starmer prometeu detalhar os contornos desta declaração de intenções "o mais rapidamente possível" e garantiu que o Parlamento teria de votar qualquer envio de tropas para a Ucrânia.
Este plano é rejeitado veementemente pela Rússia. Na quinta-feira, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, alertou que qualquer presença militar ocidental no país constituiria um "alvo legítimo" para Moscovo.
Entretanto, o governo trabalhista de Keir Starmer reiterou o seu compromisso de manter os investimentos na defesa, após notícias de um défice de 28 mil milhões de libras (32 mil milhões de euros) no orçamento da defesa.
Um porta-voz do primeiro-ministro indicou hoje que o Governo estava ciente de que "as exigências de defesa estão a aumentar com a crescente agressão da Rússia".
De acordo com Downing Street, o Governo planeou "o maior aumento das despesas com a defesa desde a Guerra Fria, totalizando 270 mil milhões de libras (311 mil milhões de euros) apenas para esta legislatura".
Londres comprometeu-se a aumentar as suas despesas com a defesa para 3,5% do PIB até 2035, em linha com a meta da NATO.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
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