Ucrânia declara Guarda Revolucionária como organização terrorista
- 02/02/2026
"Na Ucrânia, já tomámos esta decisão e designámos esta organização como terrorista, e para nós, o assunto está encerrado", escreveu Zelensky na rede Telegram, referindo-se à força ideológica do regime de Teerão.
O líder ucraniano observou que "todos os terroristas do mundo merecem o mesmo tratamento e condenação", acrescentando que "nenhum deve ganhar".
A UE anunciou na semana passada que incluiu a Guarda Revolucionária na sua lista de organizações terroristas, onde já se encontravam movimentos extremistas como a rede Al-Qaida e o Estado Islâmico, ou os grupos islamitas palestiniano Hamas e o libanês Hezbollah.
A decisão do bloco europeu ocorreu no seguimento da violenta repressão de protestos antigovernamentais na República Islâmica ao longo do mês de janeiro, que, segundo números oficiais, provocou 3.117 mortos, números contestados por organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos, que apontam uma dimensão de vítimas muito superior, além de dezenas de milhares de detidos.
"A Ucrânia apoia as nações que valorizam a liberdade e estão verdadeiramente dispostas a lutar por ela. Todos veem o que está a acontecer no Irão, o número de mortos e como o regime iraniano tem estado envolvido na propagação da guerra e da violência na região e no mundo", disse ainda Zelensky.
Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a Ucrânia é bombardeada quase diariamente por mísseis e drones de Moscovo, incluindo os dispositivos Shahed, baseados em tecnologia do Irão, aliado de Moscovo.
Em resposta à decisão da UE, o Irão anunciou no domingo que considera as forças armadas europeias como "grupos terroristas", disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
"De acordo com o artigo 7.º da lei sobre as contramedidas relativas à designação do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica como organização terrorista, os exércitos dos países europeus são considerados grupos terroristas", declarou Ghalibaf que, à semelhança dos deputados usava um uniforme militar.
A medida dos países europeus coloca pressão acrescida sobre Teerão, que se encontra sob ameaça de intervenção militar dos Estados Unidos, justificada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com a repressão das manifestações antigovernamentais e exigência de um acordo sobre o programa nuclear iraniano.
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