Trump promete "acordo de desmilitarização" com Hamas na Faixa de Gaza
- 16/01/2026
O enviado especial de Trump para a Faixa de Gaza e Ucrânia, Steve Witkoff, tinha anunciado na quarta-feira que o plano norte-americano para o fim da guerra no território tinha entrado na segunda fase.
Esta fase está centrada no desarmamento do movimento islamita palestiniano Hamas e inclui a formação do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, que irá supervisionar um comité palestiniano de tecnocratas, temporário e apolítico.
"Como Steve Witkoff anunciou, entramos oficialmente na próxima fase do Plano de Paz de 20 pontos para Gaza", declarou Trump, numa mensagem publicada na rede social que detém, Truth Social.
O Presidente alegou que, desde o cessar-fogo, os Estados Unidos contribuíram para o envio de níveis recorde de ajuda humanitária para Gaza, chegando à população civil a uma velocidade e escala históricas.
Horas antes, o diretor executivo do Gabinete da ONU para Serviços de Apoio a Projetos, o português Jorge Moreira da Silva, insistiu igualmente na necessidade de levantar restrições à entrada em Gaza de ajuda humanitária.
Há meses que as organizações não-governamentais a operar no território palestiniano lamentam os obstáculos impostos por Israel para deixar entrar mantimentos essenciais.
Donald Trump explicou que, na qualidade de presidente do Conselho de Paz, apoia o recém-nomeado governo tecnocrático palestiniano, o Comité Nacional para a Administração de Gaza, que governará o enclave durante a transição.
O republicano acrescentou que os membros do Conselho serão anunciados em breve.
Na quarta-feira, o Egito divulgou haver um consenso sobre os nomes dos 15 membros do comité tecnocrático palestiniano que irá administrar o território.
Um alto responsável do Hamas saudou na quinta-feira a formação de um comité de peritos encarregado de administrar a Faixa de Gaza após a guerra, afirmando que este contribuirá para consolidar o cessar-fogo e impedir um regresso aos combates.
Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para "erradicar" o movimento islamita palestiniano Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251.
A guerra de retaliação israelita no enclave palestiniano fez mais de 71.400, na maioria civis - entre os quais mais de 20 mil crianças -, e mais de 171 mil feridos, segundo números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.
Os mais de dois milhões de habitantes do enclave palestiniano viviam já anteriormente com dificuldades, causadas por outros bombardeamentos israelitas e com o embargo imposto por Israel a partir de 2007, quando o Hamas chegou ao poder.
Leia Também: Apesar de cessar-fogo, ataques israelitas em Gaza já fizeram oito mortos













