Trump elogia Hamas na localização de refém (mas agora deve desarmar-se)

  • 26/01/2026

"Trabalharam muito para recuperar o corpo. Estavam a trabalhar com Israel nisto. Podem imaginar o quão difícil isto foi", declarou Donald Trump em entrevista ao portal norte-americano Axios.

 

A entrevista foi divulgada após o anúncio da localização e identificação dos restos mortais do polícia israelita Ran Gvili, que, de acordo com a Comunidade Judaica do Porto, também tem nacionalidade portuguesa.

O corpo foi encontrado num cemitério muçulmano numa zona da cidade de Gaza controlada pelo exército israelita, onde os militares realizavam buscas há dois dias com maquinaria pesada.

O Hamas indicou, em comunicado, que tem fornecido continuamente informações para localizar os restos mortais do sargento israelita, frisando que "cumpriu todas as obrigações de forma clara e responsável" em relação ao cessar-fogo no enclave palestiniano, em vigor desde 10 de outubro.

O processo de busca de Gvili foi "muito difícil", observou ao Axios o líder norte-americano, que disse já ter conversado com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que "estava emocionado" com a notícia da recuperação do refém.

"Agora precisamos desarmar o Hamas, como prometeram", prosseguiu Donald Trump, referindo-se à próxima fase do cessar-fogo, ao abrigo do plano proposto pelos Estados Unidos, e que Netanyahu condicionara ao repatriamento de Ran Gvili.

O Presidente norte-americano comentou ainda que "isto é maior do que as pessoas imaginam" e que ninguém acreditava que seria possível resgatar todos os reféns mantidos no enclave palestiniano ao longo de mais de dois anos.

A devolução dos reféns na Faixa de Gaza era um dos compromissos do Hamas na primeira fase da trégua proposta pelos Estados Unidos e restantes mediadores internacionais (Egito, Qatar e Turquia).

Nas primeiras horas da entrada em vigor do entendimento, os islamitas palestinianos entregaram todos os últimos 20 reféns vivos, mas os corpos dos 28 restantes foram sendo devolvidos gradualmente, devido a alegadas dificuldades de localização entre os escombros do território devastado em dois anos de guerra.

Em troca, Israel entregou centenas de corpos e prisioneiros palestinianos e iniciou uma retirada militar parcial da Faixa de Gaza, a par do compromisso da entrada de ajuda humanitária no território.

As próximas etapas do acordo, que resistiu a mais de três meses de acusações cruzadas de sucessivas violações, prevê a criação de um governo palestiniano tecnocrático de transição, cuja composição foi já anunciada, bem como a desmilitarização do Hamas e a reconstrução completa do enclave, além do desarmamento de todo o pessoal não autorizado.

"Estamos no início da próxima etapa. Qual é a próxima etapa? A próxima etapa é o desarmamento do Hamas e a desmilitarização da Faixa de Gaza. A próxima etapa não é a reconstrução, mas o desarmamento do Hamas e a desmilitarização da Faixa de Gaza", comentou Benjamin Netanyahu, que no domingo se encontrou com os enviados da Casa Branca para discutir a próxima fase do cessar-fogo.

O genro de Trump, Jared Kushner, que integra a equipa de negociação norte-americana, destacou, nas redes sociais, que "um dos capítulos mais negros do conflito no Médio Oriente chegou ao fim".

Para Kushner, este marco "abre um novo capítulo para Gaza, agora livre da tirania do Hamas" e dos argumentos dos "hipócritas e antissemitas", referindo-se a "novas abordagens na esperança de alcançar novos resultados.

A porta-voz da Casa Branca celebrou igualmente a devolução dos restos mortais de Ran Gvili como uma "conquista extraordinária de política externa para o Presidente dos Estados Unidos, para o Estado de Israel e, francamente, para o mundo inteiro".

Karoline Leavitt considerou, em conferência de imprensa, que Trump "tornou o impossível possível", tratando-se de uma "ótima notícia" para Washington e para os aliados no Médio Oriente.

A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas, entre as quais o polícia Ran Gvili, cujo corpo foi levado para o enclave palestiniano com outros 250 reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 71 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Leia Também: Minneapolis? Conversa "produtiva" entre Trump e Walz: "Sintonia"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2926592/trump-elogia-hamas-na-localizacao-de-refem-mas-agora-deve-desarmar-se#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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