Trubin recorda golo ao Real Madrid: "Ainda tenho feridas no joelhos"
- 16/02/2026
Anatoliy Trubin concedeu, na noite desta segunda-feira, uma extensa entrevista ao portal britânico The Athletic, na qual, entre outros temas, recordou com alegria o golo decisivo aos 98 minutos no último jogo da fase de liga única da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, por 4-2, que permitiu ao Benfica passar ao playoff no último lugar.
Agora, e a propósito do encontro da primeira mão do playoff de aceso aos oitavos de final que acontece esta terça-feira no Estádio da Luz, em Lisboa, o guarda-redes ucraniano confessou que o momento do golo aos merengues ainda não lhe saiu da cabeça quase um mês depois da partida.
"Desde que comecei a jogar futebol, aos seis anos, trabalhei duro e fiz de tudo para impedir golos. Agora, depois de um momento, muitas pessoas conhecem-me porque marquei um golo. Ainda é uma loucura para mim. Ainda hoje, às vezes, não consigo acreditar que isso aconteceu. Hoje terminei o treino e um fã parou-me para tirar uma foto. Eles disseram: 'Bom golo'. Isso nunca tinha acontecido antes. É uma loucura. Esse momento ficará para sempre comigo", começou por dizer o jogador do Benfica, que ainda tem marcas de guerra dessa partida.
"Estávamos a ganhar, por isso não precisava de me apressar. Não compreendia de todo por que razão os adeptos começaram a gritar, por que razão alguns dos meus colegas de equipa estavam a apontar para mim e diziam 'um, um, um'. Não compreendia. Mas quando obtivemos o livre, o míster (Mourinho) apontou para mim para subir, então perguntei a alguém: 'Precisamos de mais um golo?'. Quando se joga, não pensas. Simplesmente fazes. Este momento aconteceu tão rápido. Talvez porque o cruzamento tenha sido tão perfeito, talvez porque (o golo) tivesse que acontecer, para mim foi natural, algo que surgiu facilmente", prosseguiu o ucraniano, que vestiu a pele de avançado para marcar.
"Nesse momento, é preciso arriscar. É preciso dar tudo de ti. Se eu preciso de marcar, tenho que ir direto para lá, para deixar os nossos adeptos felizes, para tornar o Benfica melhor. Eu simplesmente corri e, com o movimento da minha cabeça, parecia que eu era um avançado. Foi uma loucura. Ainda tenho algumas feridas no joelho. Depois, todos os meus colegas de equipa saltaram em cima de mim", vincou Trubin, descrevendo o que aconteceu depois.
"É algo... Não sei. Primeiro, comecei a correr. Preciso de verificar o meu GPS. Normalmente, não sou uma pessoa emotiva, mas, naquele momento, deixei todas as minhas emoções à mostra. O meu treinador de guarda-redes disse-me para me concentrar, porque não sabíamos se o jogo tinha acabado. Talvez houvesse mais um ataque", destacou, antes de elogiar Mourinho.
"Quando se olha para ele, ele é assim, sempre. É a sua postura natural. Nada mudou com a idade. Apenas ganhou mais experiência. É único trabalhar com um treinador tão incrível. O que aprendi com ele foi sobre os seus pensamentos positivos: se tivermos uma oportunidade, não está acabado. Se é possível, é possível", finalizou.














