Tribunal dos EUA bloqueia deportação de ativista palestiniano
- 18/02/2026
A juíza de Nova Iorque Nina Froes decidiu que um dos documentos apresentados como prova pelas autoridades norte-americanas não estava devidamente certificado, o que impediu a sua inclusão no processo e inviabilizou, para já, a expulsão de Mahdawi dos Estados Unidos.
A decisão permite a Mahdawi, residente permanente nos Estados Unidos há cerca de uma década, permanecer no país enquanto o processo decorre, segundo noticiou a estação televisiva CBS News.
O ativista destacou-se pela organização de manifestações contra a ofensiva israelita na Faixa de Gaza, iniciada após os ataques do grupo extremista palestiniano Hamas a 07 de outubro de 2023. A Universidade de Columbia, onde Mohsen Mahdawi organizou protestos, e outros 'campus' universitários têm sido focos de mobilização pró-Palestina nos Estados Unidos.
Mahdawi já tinha sido detido em abril de 2015, sendo posteriormente libertado, mas as autoridades continuaram a tentar forçar a sua saída do país com base num memorando do Departamento de Estado que prevê a deportação de não cidadãos norte-americanos considerados prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos.
Embora o Governo do Presidente Donald Trump possa recorrer da decisão, o bloqueio judicial representa um revés para as autoridades norte-americanas num contexto de intensificação das deportações de imigrantes e ativistas pró-Palestina.
Os advogados de Mahdawi saudaram a decisão, afirmando em comunicado que esta "honra o Estado de Direito" e constitui "uma decisão importante para enfrentar aquilo que o medo procura destruir: o direito de se manifestar pela paz e pela justiça".
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