Três supostos terroristas abatidos por militares moçambicanos em Macomia
- 19/02/2026
"Dos confrontos nas matas de Quiterajo resultaram três terroristas mortos e outros ficaram feridos", disse uma fonte militar a partir de Macomia, avançando que o ataque aconteceu na semana passada, naquela zona do centro da província de Cabo Delgado.
Estes confrontos aconteceram após uma rusga das forças moçambicanas numa zona remota, a cerca de 70 quilómetros da vila de Macomia, numa tentativa de desalojar terroristas que circulam entre as naquelas matas.
"É uma ofensiva que tem mesmo o objetivo de desalojar rebeldes nas matas de Quiterajo e Mucojo, para trazer sossego nas comunidades", disse a fonte.
A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
A organização ACLED estima que a província moçambicana de Cabo Delgado tenha registado oito eventos violentos em duas semanas, entre janeiro e fevereiro, metade envolvendo extremistas do Estado Islâmico, provocando pelo menos 17 mortos, elevando para 6.449 os óbitos desde 2017.
De acordo com o último relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), com dados de 26 de janeiro a 08 de fevereiro, noticiado anteriormente pela Lusa, dos 2.320 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.152 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
Estes ataques provocaram em oito anos e meio 6.449 mortos, refere no novo balanço, incluindo as 17 vítimas reportadas neste período de duas semanas.
No relatório refere-se que neste período o Estado Islâmico de Moçambique (EIM) "entrou em confronto com as forças moçambicanas nos distritos de Mocímboa da Praia e Macomia".
"No dia 30 de janeiro, uma patrulha naval confrontou-se com o EIM na ilha de Muissune, a mais de 20 quilómetros da costa do porto de Mocímboa da Praia. No dia seguinte, militantes do EIM lançaram ataques simultâneos contra duas posições militares moçambicanas na floresta de Catupa, alegando ter matado nove pessoas", lê-se.
As forças de segurança moçambicanas, acrescenta a ACLED, insistem que, pelo menos, um dos ataques, no caso à base de Catupa, conforme noticiado pela Lusa na altura, "foi repelido e que as suas forças mataram cinco militantes".
"O EIM está entrincheirado na floresta de Catupa desde 2022, apesar dos repetidos esforços das forças moçambicanas e ruandesas para os desalojar", reconhece a organização.
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