Transações suspeitas nos casinos de Macau caem 6,1% em 2025
- 13/01/2026
O Gabinete de Informação Financeira (GIF) referiu que as seis operadoras de casinos na região chinesa submeteram, no total, 3.603 participações de transações suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo.
Numa publicação feita na plataforma chinesa WeChat na segunda-feira à noite, o GIF apontou "a diminuição do número de participações de transações suspeitas reportadas pelo setor do jogo" como a principal razão para a queda do número total, também de 6,1%.
No ano passado, o gabinete recebeu 4.925 participações, sendo que 73,1% vieram das concessionárias de casinos, enquanto 20,5% vieram de bancos e seguradoras e 6,4% de outras instituições e entidades.
Os setores referenciados, incluindo lojas de penhores, joalharias, imobiliárias e casas de leilões, são obrigados a comunicar às autoridades qualquer transação igual ou superior a 500 mil patacas (cerca de 53.300 euros).
Em 2024, o GIF tinha recebido 5.245 participações, sendo que a maioria vieram dos casinos do território: 3.837, mais 11,8% do que no ano anterior e um novo recorde.
Em março de 2022, o Departamento de Estado dos EUA designou Macau como um dos principais pontos de branqueamento de capitais a nível mundial, apontando os angariadores de grandes apostadores e as "atividades ilícitas que eles muitas vezes facilitam".
Isto apesar da detenção, em novembro de 2021, de Alvin Chau Cheok Wa, líder da Suncity, então o maior angariador de apostas VIP do mundo.
Segundo o relatório anual do GIF, Macau era o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria "todos os 40 padrões internacionais" sobre a prevenção da lavagem de dinheiro e do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa.
O gabinete assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Atividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde.
Em julho, o GIF disse que tinha ultimado os procedimentos para assinar, também com Angola, um acordo de troca de informações para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa.
O gabinete disse que o acordo esteve na mesa num encontro com representantes da Unidade de Informação Financeira da República de Angola, à margem da reunião do Grupo Egmont entre 06 e 11 de julho, no Luxemburgo.
O Grupo Egmont é uma organização internacional de luta contra a lavagem de dinheiro, que reúne 181 unidades de informação de todo o mundo.
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