Testamento de Jeffrey Epstein revelado. Queria deixar ilha à namorada
- 31/01/2026
Foi divulgado o testamento de Jeffrey Epstein, o predador sexual que foi preso em 2019 e, posteriormente, colocou termo à própria vida. O documento foi assinado no dia 8 de agosto de 2019, dois dias antes de o magnata morrer.
Jeffrey Epstein planeava deixar uma fortuna de cerca de 288 milhões de dólares (aproximadamente 242 milhões de euros) à sua namorada, Karyna Shuliak, enquanto as suas propriedades seriam distribuídas por, pelo menos, 44 beneficiários.
Acredita-se que Karyna Shuliak, natural da Bielorrússia, tenha tido um relacionado com Epstein durante cerca de oitos ou dez anos.
O testamento foi assinado no dia 8 de agosto de 2019. O criminoso morreu no dia 10 do mesmo mês e, passados 10 dias, o documento foi assinado pelo seu advogado, Richard Kahn, explica a ABC News.
Jeffrey Epstein também queria deixar a famosa ilha, em Litte Saint James, onde decorriam festas e onde estiveram diversas personalidades a Karyna, assim como a sua propriedade Zorro Ranch, as suas casas de Nova Iorque, Paris e Florida.
O documento refere ainda que o magnata norte-americano pretendia também deixar-lhe um anel de diamantes de 33 quilates.
Já a sua cúmplice de tráfico sexual de menores, Ghislaine Maxwell, que se encontra a cumprir uma pena de 20 anos de prisão, receberia cerca de 10 milhões de dólares. Um montante semelhante seria entregue ao irmão de Epstein, Mark, e ao piloto Larry Visoki.
Sabe-se ainda que Karyna Shuliak foi a última pessoa a falar ao telefone com Jeffrey Epstein, antes de ser encontrado morto na sua cela. Os registos da prisão revelam ainda que 11 dias antes da morte do magnata, Shuliak o visitou no estabelecimento prisional.
Mais de três milhões de documentos divulgados
Recorde-se que o Departamento de Justiça norte-americano divulgou, na sexta-feira, novos documentos dos ficheiros de Jeffrey Epstein.
Três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos foram agora partilhados, depois de o departamento não ter cumprido com um prazo anterior, estabelecido por lei pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exige que todos os documentos de Epstein sejam divulgados publicamente.
"A divulgação de hoje [sexta-feira] marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade", salientou o vice-procurador-geral Todd Blanche, citado pela BBC.
Os novos documentos incluem detalhes sobre o período em que Jeffrey Epstein esteve preso - incluindo um relatório psicológico -, assim como a altura da sua morte e registos de investigação sobre Ghislaine Maxwell - condenada por ajudar Epstein no tráfico sexual de menores de idade.
Há ainda várias páginas de e-mails trocados entre Jeffrey Epstein e várias personalidades norte-americanas (e não só), incluindo Donald Trump. A maior parte está datada de há mais de uma década e revela as relações do predador sexual.
Donald Trump voltou a ser um dos visados
O nome do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surge diversas vezes nas páginas tornadas públicas. De realçar que Trump e Epstein mantinham uma amizade de vários anos, apesar de o republicano já ter dito que ambos se chatearam e que desconhece qualquer crime sexual.
Nos novos documentos consta uma lista compilada pelo FBI no ano passado com alegações feitas contra Donald Trump. As acusações foram feitas através da linha direta do Centro Nacional de Operações contra Ameaças e parecem ser baseadas denúncias não verificadas, não havendo provas que as sustentem.
Esta lista inclui inúmeras alegações de abuso sexual contra Trump, Epstein, entre outros.















