Terá de pagar por novas opções do Facebook, Instagram e WhatsApp
- 27/01/2026
A Meta confirmou ao site TechCrunch que planeia começar a testar novas subscrições nas suas redes sociais, as quais darão aos clientes que estejam dispostos a pagar mais funcionalidades e opções na forma como usam as suas plataformas.
A confirmação surge depois de um developer ter partilhado rumores a propósito de uma nova subscrição no Instagram, a qual ofereceria aos utilizadores a capacidade de, entre as pessoas que seguiam, saberem quais delas é que não os seguiam de volta.
Esta confirmação da Meta não especifica quais são as funcionalidades que serão oferecidas, mas a empresa adianta que pretende oferecer uma experiência premium no Facebook, Instagram e WhatsApp.
A tecnológica notou que avançará com uma grande variedade de pacotes de funcionalidades e que cada uma destas subscrições será específica para o Facebook, Instagram e WhastApp. A empresa nota, contudo, que não tem uma estratégia fechada e que pretende conduzir alguns testes com estas funcionalidades exclusivas.
Além destas funcionalidades que estarão disponíveis apenas para os utilizadores pagantes do Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta nota que pretende integrar o agente de Inteligência Artificial que adquiriu por cerca de 2 mil milhões de dólares - de nome Manus - nos seus diferentes produtos.
Meta tem acesso a conversas no WhatsApp?
A Meta está a ser alvo de um novo processo nos EUA onde a empresa é acusada de conseguir “armazenar, analisar e aceder a virtualmente todas as conversas alegadamente privadas dos utilizadores do WhatsApp”.
Diz a Bloomberg que, apesar de o processo estar a ser conduzido nos EUA, a queixa tem origem num grupo de utilizadores provenientes de vários países - como é o caso da Austrália, Brasil, Índia, México e África do Sul. Este grupo indica que obteve informações por via de denunciantes dentro da Meta, mas não prestou esclarecimentos sobre as identidades ou a natureza das informações que foram partilhadas.
O grupo afirma, apesar das alegações de privacidade providenciada pela encriptação de ponta a ponta presente no WhatsApp, a Meta consegue ter acesso a todos os conteúdos trocados pelos utilizadores na plataforma - uma acusação que já levou a gigante tecnológica a vir a público com uma resposta.
Na resposta, a Meta afirma que as alegações no processo são “categoricamente falsas e absurdas”.
“Qualquer alegações de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são encriptadas são categoricamente falsas e absurdas”, pode ler-se no comunicado. “Há dez anos que o WhatsApp tem encriptação de ponta a ponta usando o protocolo da Signal. O processo é uma obra de ficção sem fundamento”.
Mais ainda, a Meta indica que vai avançar com “sanções contra a equipa legal dos queixosos”, que tem como objetivo transformar o caso numa ação coletiva de forma a alargá-lo aos mais de dois mil milhões de utilizadores do WhatsApp.















