Tem 97 anos e já foi dado como morto 4 vezes (após confusão com irmão)
- 16/01/2026
Um idoso de 97 anos foi dado como morto pela 4.ª vez, tendo também a sua reforma sido retirada. O caso envolve Walter Rodrigues de Almeida, um residente do Rio de Janeiro, no Brasil.
De acordo com o que conta o g1, as situações têm decorrido porque este homem tem vindo a ser confundido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com o seu irmão gémeo, Waldir, que já morreu.
"Estou há quatro meses sem receber e eu tenho o direito a receber. Sou reformado, trabalhei mais de 30 anos. Não sei por que razão isto está a acontecer", conta Walter à publicação, dando conta de que o último pagamento que recebeu foi a 5 de setembro de 2025 e que, desde aí, a família tem tentado, mais uma vez, resolver o problema.
Segundo o que conta, já se dirigiu três vezes ao INSS, o equivalente aos serviços da Segurança Social em Portugal. Da última vez que se dirigiu a uma destas unidades, na terça-feira (13 de janeiro), o pedido continuava "em análise", tendo-lhe sido dito que o melhor seria ele voltar a fazer o pedido.
"Tenho levado todos os documentos necessários, entrego-os e eles dizem que vão pagar. E não pagam. E nós sentimos até que não tem explicação. Tudo o que eles pedem, nós levamos", contou a filha do idoso, Elaine Almeida.
A família já está cansada da situação se repetir, dado que esta é a 4.ª vez que estão a passar por este processo. Segundo o que explicam, das três vezes que aconteceu - e que foi devolvida a reforma - a justificação foi sempre a mesma: a idade avançada de Walter e a confusão com Waldir, o irmão gémeo que já morreu.
O INSS foi ainda confrontado pela família sobre o facto se o controlo das pessoas que estão vivas não é feito pelo Cadastro de Pessoas Físicas, dado que os números que identificam os irmãos são diferentes. "Fico muito triste, indignada, pois o meu pai volta do banco arrasado. E eu, como filha, não posso fazer nada. Só ajudá-lo. Mas resolver a situação dele eu não posso", explicou a filha.
Ao g1, o INSS diz que o erro foi reconhecido e que agora o homem deverá receber o dinheiro em falta no prazo de 20 dias.














