Tavares desafia Seguro a posicionar-se quanto a revisão constitucional
- 10/01/2026
Num discurso no jantar-comício desta noite da campanha de Jorge Pinto, na Academia Almadense, em Almada, Rui Tavares insistiu no que disse ser a ameaça de "golpada" através de uma revisão constitucional, sendo a defesa da lei fundamental uma das grandes bandeiras do candidato apoiado pelo Livre, para reiterar críticas a João Cotrim Figueiredo e André Ventura, acusando-os de quererem jurar a Constituição de "dedos cruzados atrás das costas".
"Jurando, mas não acreditando naquilo que se jura. Há pelo menos dois candidatos que se apresentam a querer jurar a Constituição, que no entanto querem também atacá-la", disse, estendendo também as críticas a Luís Marques Mendes por ter dito que não enviaria para o Tribunal Constitucional os decretos sobre a nacionalidade, que foram considerados inconstitucionais.
Depois dessas críticas, Rui Tavares subiu o tom do discurso e fez um apelo ao candidato António José Seguro, desafiando-o a dizer o que fará se o parlamento avançar com uma revisão constitucional.
"A seguir ao debate com o Jorge Pinto, [Seguro] percebeu que havia uma Constituição em risco, (...) mas não diz o mais importante: diz-nos o que é que fazes se quiserem mudar a Constituição, diz-nos como é que impedes, diz-nos como é que lutas", afirmou.
E acrescentou: "Enquanto não dissermos como, não vale a pena. O que é inútil é estar lá e não defender a Constituição que se jura defender".
Rui Tavares disse ter a certeza que será preciso defender a lei fundamental e que haverá quem a queira alterar ainda este ano e sublinhou a importância de nestas eleições haver "alguém que seja capaz de deter esta golpada" e não quem "encolha os ombros enquanto a democracia está em risco".
Leia Também: Pinto quer "passar para ofensiva" e recuperar país "inclinado à direita"













