Tarifas dos EUA ligadas à Gronelândia preocupam setor automóvel
- 19/01/2026
O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, anunciou um aumento das tarifas de 10% para oito países europeus que se opõem ao controlo da Gronelândia - incluindo Alemanha, França e Reino Unido.
Perante este agravamento, que a partir de junho chegará aos 25 por cento, Emmanuel Macron ameaça com a retaliação através dos instrumentos anti-coerção - aprovado em 2023 "para combater as ameaças económicas e as restrições comerciais desleais de países terceiros".
As tarifas que os EUA governados por Donald Trump impuseram à indústria automóvel já têm um impacto prejudicial de milhões de euros nas contas dos fabricantes europeus. Em julho, os dois blocos chegaram a um entendimento para aliviar as tarifas - que ficarão limitadas a 15 por cento para esta indústria.
No entanto, perante estes desenvolvimentos, o líder do Partido Popular Europeu, Manfred Weber, alertou: "Tendo em conta as ameaças de Donald Trump relativamente à Gronelândia, a aprovação não é possível neste momento. As tarifas de 0 por cento sobre os produtos dos EUA devem ser suspensas".
Está, portanto, em vista um potencial novo conflito tarifário que poderá pesar na indústria automóvel. E a Associação de Construtores Alemã (VDA) já veio reagir aos acontecimentos dos últimos dias.
Citada pelo Financial Times, Hildegard Müller, presidente da entidade, alertou para custos "enormes" para a indústria automóvel - não só na Alemanha, como em toda a Europa.
Sublinhou que já se atravessam "momentos difíceis" e deixou o alerta: "Decisões precipitadas levam a escalada e a uma potencial espiral que só resulta em perdedores".
Em declarações reproduzidas pela Deutsche Welle, Hildegard Müller recomendou ainda uma "resposta inteligente, estratégica e coordenada" por parte da Europa à nova ameaça de Donald Trump.














