Suspeita de envenenamento na final do CAN: "Não culpo ninguém, mas..."
- 24/01/2026
Ismail Jakobs concedeu, esta sexta-feira, uma extensa entrevista à estação televisiva alemã Sportgidital Fussball, na qual deitou ainda mais 'achas para a fogueira', junto da já por si polémica final do Campeonato Africano das Nações (CAN), na qual ajudou o Senegal a levar de vencida Marrocos, em pleno Stade Prince Moulay Abdellah, em Rabat, por 1-0.
Um encontro recheado de episódios controversos, que ficou resolvido à 'boleia' de um golo de Pape Gueye, já no prolongamento, depois de Brahim Díaz ter desperdiçado uma grande penalidade, no período de compensação, cuja marcação por parte do árbitro Jean Ndala gerou tamanha discussão que levou a que os novos campeões africanos abandonassem, momentaneamente, o relvado, em jeito de protesto.
No entanto, de acordo com o jogador do Galatasaray, o 'filme' começou a desenrolar-se ainda antes do apito inicial: "A minha suspeita pessoal é que três dos nossos jogadores foram envenenados, e não foi apenas um caso normal de intoxicação alimentar, no qual estivessem a vomitar ou algo do género. Estes três jogadores colapsaram mesmo".
Krépin Diatta, revelou, foi o primeiro jogador a desmaiar, no balneário, num momento que foi "mesmo, mesmo assustador". Seguiram-se Ousseynou Niang (durante os exercícios de aquecimento) e Pape Matar Sarr (ao intervalo), fazendo aumentar o clima de desconfiança: "Eu não quero culpar ninguém, mas, claramente, isto não foi uma coincidência".
"Nenhum destes três conseguia, sequer, já meter a língua de fora. Simplesmente, colapsaram. Transpiravam profusamente. O Krépin nem sequer conseguia endireitar a cabeça, antes do jogo. Estava a vomitar", completou. Certo é que este trio acabou mesmo por ter de ser hospitalizado, nesta cidade marroquina.
Ismail Jakobs já tinha, de resto, dado a entender que desconfiara de algum, na zona de entrevistas rápidas, logo após o apito final: "Muita coisa aconteceu antes do jogo. Penso que muita coisa virá para fora, daqui em diante. Não foi apenas esta situação. Também aconteceram muitas coisas, antes do jogo... Muita coisa aconteceu a Krépin, Ousseynou e Pape Matar Sarr, ao intervalo".
Queixas do Senegal começaram na véspera
O desconforto para com as condições da final do CAN2025 foi deixado bem claro pela própria Federação Senegalesa de Futebol (FSF), na véspera da mesma, em forma de comunicado. Na altura, falou de "justiça, transparência e rígida aderência aos regulamentos da CAF", a Confederação Africana de Futebol, para levantar questões sobre de nível "logístico".
"A FSF pediu a oportunidade de escolher um hotel para a sua equipa, antes da final, e o pedido foi aceite. Quando o Senegal levantou insatisfações em relação ao centro de treinos, a CAF contactou imediatamente o LOC [Comité de Organização Local] para acomodar o pedido do Senegal a propósito de um campo de treinos alternativo", pôde ler-se
"Isto foi resolvido. Em linha com os regulamentos, foi dada à FSF a sua quota de bilhetes para a final. O presidente da FSF, Abdoylaye Fall, a liderança da CAF e o Comité de Organização Local estiveram em contacto regular", completou.
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