Super Bowl foi a festa de Bad Bunny com Gaga, Ricky Martin... Saiba tudo
- 09/02/2026
A promessa era de festa e onde a língua não fosse um problema, pois a preocupação deveria ser "a dança", como Bad Bunny tinha destacado dias antes de subir ao palco do Super Bowl 60. E, de facto, este ano a principal atração musical do evento foi uma grande festa em que apenas a música juntou todos no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, no domingo, dia 8 de fevereiro.
Benito Antonio Martínez Ocasio, conhecido artisticamente como Bad Bunny, fez história no intervalo do conceituado jogo anual do campeonato da National Football League - a principal liga de futebol americano nos Estados Unidos e que dita o campeão da temporada, cujo título ficou este ano para o Seattle Seahawks.
Aos 31 anos, Bad Bunny fez com que este espetáculo único fosse pela primeira vez cantado em espanhol, um feito que chega numa altura em que dos EUA nos chegam várias notícias sobre a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa) - com várias críticas às políticas migratórias do presidente Donald Trump e muitas manifestações.
O espetáculo começou com o tema de sucesso "Tití Me Preguntó" num cenário de erva alta com vários figurantes, cenários distintos e um pedido de casamento. Seguiu depois para "Yo Perreo Sola", que mostrou uma das grandes presenças da noite a participar na atuação, o ator Pedro Pascal, entre outras que também acompanharam como Cardi B ou Karol G. Mas sempre com muita dança.
Pedro Pascal, Karol G e Cardi B - super bowl© Getty Images
Chegaram depois "Safaera" e "Voy a Llevarte Pa' PR", isto antes de trazer uma importante mensagem com a introdução de "Monaco". "Boa tarde, Califórnia! O meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio e se hoje estou aqui no Super Bowl é porque nunca, nunca deixei de acreditar em mim. E tu também deverias acreditar em ti."
Já a introdução para Lady Gaga ficou marcada com um casamento. De acordo com a People, o par que disse "sim" no espetáculo de Bad Bunny são mesmo um casal da vida real e que, realmente, deram o nó. Após este momento, chegou a vez de Lady Gaga atuar e cantar "Die With A Smile" (sem deixar de lado os ritmos latinos que melhor definem Bad Bunny). E durante o espetáculo também não faltou o seu reggaeton.
© Getty Images
Lady Gaga e Bad Bunny© Getty Images O concerto seguiu com o corte do bolo, o baile dos noivos e mais um tema de sucesso, "BAILE INoLVIDABLE", do álbum "Debí Tirar Más Fotos", lançado por Bad Bunny no ano passado. Passando depois para "NUEVAYoL" e de destacar, mais uma vez, que dança nunca faltou.
O que não faltou também foi a homenagem a Porto Rico. Bad Bunny entregou a uma criança um Grammy, simbolizando a vitória do seu país para o mundo. "Porto Rico, é para ti." De recordar que o artista venceu o Grammy na categoria de Álbum do Ano, precisamente com "Debí Tirar Más Fotos", e fez história. Foi a primeira vez que um álbum totalmente em espanhol venceu.
A festa contou ainda com a presença de Ricky Martin, que cantou "LO QUE LE PASÓ A HAWAii" com o cenário típico de "Debí Tirar Más Fotos" - pois foram usadas duas cadeiras de plástico em alusão ao álbum.
Ricky Martin© Getty Images
O baile terminou com "El Apagón", "Café Con Ron" e "DeBÍ TiRAR MáS FOToS", que também fizeram parte deste concerto único que quis juntar 'todos', deixando de lado as disputas migratórias.
Com Bad Bunny juntaram-se diferentes culturas num só espetáculo em que o mais importante deveria ser 'tirar mais fotos' para guardar este momento único que fez história... mas não na visão de Donald Trump.
Desde o início que o presidente dos EUA Donald Trump se mostrou contra a escolha de Bad Bunny para atuar no Super Bowl, e a sua reação ao espetáculo não tardou a chegar.
Trump usou as redes sociais para comentar a prestação do artista, que classificou como "absolutamente terrível" e um dos "piores de todos os tempos".
"O espetáculo do intervalo do Super Bowl foi absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa os nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência."
"Ninguém entende uma palavra do que esse homem está a dizer, e a dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão a assistir nos Estados Unidos e no mundo inteiro", começou por escrever, prosseguindo ao dizer que a atuação de Bad Bunny era "uma chamada na cara do país" e que "não havia nada de inspirador naquela confusão de espetáculo".
O espetáculo foi, na verdade, uma onda de alegria e o cantor preferiu não aprofundar a política americana. Ainda assim, no final exibiu uma série de bandeiras que representavam os países das Américas, expressando uma mensagem de amor e união.
"A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor", podia ler-se num enorme cartaz que foi exibido atrás do artista enquanto atuava. "Ainda estamos aqui", afirmou, mostrando ainda para a câmara uma bola com a frase: "Juntos somos a América." Veja aqui o espetáculo completo.
© Getty Images
De referir ainda que os Green Day abriram o evento com "Holiday", seguindo depois para "Boulevard of Broken Dreams" e também houve "American Idiot". Ainda logo ao início do evento, a cantora de R&B Coco Jones subiu ao palco do Levi’s Stadium para cantar "Lift Every Voice and Sing". Brandi Carlile cantou a sua versão de "America the Beautiful", enquanto Charlie Puth interpretou o hino nacional, "The Star-Spangled Banner".
Charlie Puth just slayed the National Anthem at Super Bowl LX
— World Daily Feed (@WorldDailyFeed) February 9, 2026
Piano, power, perfection — the stadium was electric 🇺🇸 #SuperBowlLX pic.twitter.com/uPYynFDhU0
Coco Jones kicks off Super Bowl LX with a beautiful rendition of Lift Every Voice and Sing@TheRealCocoJ #SuperBowlLX pic.twitter.com/EwsAobac28
— NFL (@NFL) February 8, 2026
De recordar também que a Bad Bunny World Tour vai passar por Portugal. O cantor tem dois espetáculos marcados para o Estádio da Luz, nos dias 26 e 27 de maio, que estão esgotados.














