Suíça: Marcelo mostra "solidariedade às famílias de vítimas portuguesas"
- 02/01/2026
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou a sua "solidariedade às famílias de vítimas portuguesas da tragédia na Suíça", onde 40 pessoas morreram e outras 119 ficaram feridas, após um incêndio na estância de esqui de Crans-Montana.
"Perante o conhecimento da existência de uma compatriota ferida e a possível ocorrência da morte de outra compatriota, o Presidente da República manifesta a sua solidariedade às suas famílias neste momento tão difícil", lê-se numa nota divulgada esta tarde de sexta-feira pela Presidência da República.
Note-se que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, confirmou que há pelo menos uma portuguesa entre os feridos, cujo estado de saúde ainda não foi divulgado. Ainda assim, indicou que a mulher, que está na casa dos 40 anos, poderá ter sofrido "uma fratura numa perna [ou] queimaduras".
"Os hospitais suíços, nestas situações, são muito parcos nos esclarecimentos, o que se compreende. Neste momento, a grande preocupação é dar a melhor assistência possível às vítimas, e é isso que se está a fazer. Ainda não sabemos que tipo de lesão, qual a gravidade ou não. Sabemos que está internada e aguardamos", disse, assegurando que "a família desta senhora que foi internada já foi contactada e informada". Na antena da SIC Notícias, o secretário disse que a mulher é originária de Vale de Telhas, em Mirandela.
Desaparecimento de jovem portuguesa "pode ou não ter a ver com o incidente"
Já quanto ao desaparecimento de uma jovem de 22 anos, cujo automóvel foi encontrado estacionado nas imediações do local do desastre, o responsável ressalvou que "pode ou não ter a ver com o incidente".
"Ainda não podemos relacionar com este gravíssimo incidente. Poderá, de facto, estar também entre as vítimas. Está desaparecida; os nossos serviços consulares estão a fazer vários contactos e ainda não temos nenhuma confirmação, mas estamos, naturalmente, apreensivos", adiantou, em declarações à RTP.
Emídio Sousa frisou, inclusive, que as autoridades não sabem se a jovem de Santa Maria da Feira se encontrava na estância de esqui no momento do incidente, tendo recebido o alerta do seu desaparecimento através de uma linha de contacto estabelecida, uma vez que, "neste conjunto de pessoas que morreram, muitas estão irreconhecíveis".
Quanto à possibilidade de as duas mulheres serem as únicas cidadãs portuguesas vitimadas, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas mostrou-se cauteloso: "É sempre especulativo. Temos 40 pessoas mortas, várias nos hospitais. Ainda é um bocadinho prematuro afirmá-lo assim categoricamente. Oxalá que não haja mais nenhuma mas, neste momento, não será prudente dizer isso."
Emídio Sousa avançou ainda que "o Governo português, através dos mecanismos europeus de proteção civil, já disponibilizou duas vagas para queimados: uma no Porto e outra em Lisboa".
Identificados 114 dos 119 feridos. Número de mortos pode aumentar
Entretanto, as autoridades, que ressalvaram que o número de vítimas mortais pode aumentar, identificaram 114 dos 119 feridos, entre os quais se encontram 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, um bósnio, um belga e um português.
A procuradora-geral do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, indicou que os dois gerentes franceses do bar que foi consumido pelas chamas na noite de Ano Novo já foram interrogados e que será aberta uma investigação por "incêndio criminoso por negligência" e "homicídio por negligência".
"Tudo indica que o fogo teve origem em velas incandescentes ou fogos de artifício que foram colocados em garrafas de champanhe e que estavam muito próximos do teto. A partir daí, ocorreu uma combustão rápida, muito rápida e generalizada", disse.
Recorde-se que o incêndio deflagrou pelas 1h30 locais (00h30 em Lisboa) de quinta-feira, seguindo-se uma explosão, no bar-discoteca La Constellation, na estância de Crans-Montana.
[Notícia atualizada às 18h25]














