Starmer fala com Trump e evoca sacrifícios de soldados dos dois países
- 24/01/2026
Segundo um porta-voz de Downing Street, o chefe do Governo britânico lembrou a coragem e a heroicidade dos militares do Reino Unido e dos Estados Unidos, que "combateram lado a lado no Afeganistão", sendo que "muitos nunca mais regressaram a casa".
"Nunca devemos esquecer o seu sacrifício", declarou o porta-voz de Keir Starmer, acrescentando que o primeiro-ministro britânico e Donald Trump falaram, ainda, sobre a necessidade de reforçar a segurança na região do Ártico e a importância da relação entre o Reino Unidos e os Estados Unidos.
De acordo com o porta-voz de Downing Street, Starmer e Trump concordaram voltar a falar "em breve".
A conversa telefónica entre o primeiro-ministro britânico e o Presidente norte-americano surge depois de Donald Trump ter criticado, numa entrevista televisiva na quinta-feira, o papel dos outros países membros da NATO durante os 20 anos de conflito no Afeganistão (2001-2021), defendendo que os Estados Unidos "nunca precisaram deles".
Keir Starmer considerou na sexta-feira tais declarações insultuosas.
Redimindo-se hoje perante o aliado britânico, Trump saudou, na rede social Truth Social, de que é proprietário, a ajuda prestada pelos soldados do Reino Unido na guerra do Afeganistão, assinalando que "estarão sempre ao lado dos Estados Unidos da América".
As declarações do Presidente norte-americano têm gerado críticas dos aliados europeus, não só do Reino Unido, que exigiu um pedido de desculpas, mas também de Itália, Dinamarca, Alemanha, França e, até, de Portugal.
O antigo ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva repudiou hoje na rede social Facebook as afirmações de Trump, referindo que "insultam também Portugal" e elogiando o "profissionalismo e competência" de milhares de militares portugueses.
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