Sobe para mais de 30 o número de mortos pelo ciclone Gezani em Madagáscar
- 11/02/2026
"O que aconteceu foi uma catástrofe: cerca de 75% da cidade de Toamasina foi destruída", afirmou às televisões o Presidente da ilha do Oceano Índico, o coronel Michaël Randrianirina.
Rajadas de 250 km/h devastaram este porto de cerca de 400.000 habitantes, onde 31 pessoas morreram, quatro estão desaparecidas e 36 gravemente feridas, de acordo com o balanço provisório do Gabinete Nacional de Gestão de Riscos e Catástrofes (BNGRC).
Vídeos partilhados pela presidência mostram Michaël Randrianirina a caminhar pelas ruas inundadas da cidade portuária, ele que se deslocara preventivamente a Toamasina para demonstrar apoio à população, quatro meses após a tomada do poder pelos militares.
Nas imagens vê-se o impacto: ruas com centenas de árvores arrancadas pelo ciclone, telhados de zinco destruídos e as palmeiras da avenida da Independência derrubadas como se fossem simples palitos, temendo-se um elevado número de vítimas humanas nesta ilha, onde a grande maioria das habitações "é constituída por paredes precárias (71,9%)", de acordo com estatísticas oficiais de 2021. Ou seja, "construídas essencialmente com varas, casca ou folhas, e tijolos não cozidos ou terra batida".
Rija Randrianarisoa, um responsável regional da ONG Action contre la Faim, adiantou que 90% dos telhados das casas foram arrancados, total ou parcialmente.
O Centro Meteorológico Regional Especializado em Ciclones (CMRS) da ilha francesa da Reunião referiu no seu boletim "um dos impactos diretos mais intensos da era dos satélites na zona de Tamatave, provavelmente a rivalizar com Geralda".
Em fevereiro de 1994, este ciclone causou pelo menos 200 mortos.
Veja as imagens do rasto de destruição causado pelo ciclone Gezani em Madagáscar.
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