"Situação menos gravosa do que o expectável". Houve 623 ocorrências
- 02/02/2026
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou, entre as 00h00 e as 08h00 de hoje, mais de 260 ocorrências relacionadas com o mau tempo que se faz sentir um pouco por todo o país.
Entre as 00h00 e as 08h00, foram registadas 263 ocorrências, adiantou fonte da Proteção Civil ao Notícias ao Minuto, acrescentando que a "situação foi menos gravosa do que o expectável".
Das 263 ocorrências, houve 135 quedas de árvores, 58 inundações, 41 quedas de estruturas, 18 movimentos de massa (ou deslizamentos de terra) e 10 limpezas de via.
As regiões de Lisboa e Vale do Tejo (114 ocorrências) e do Centro (67) foram as mais afetadas.
No que diz respeito à situação do nível das águas, a ANEPC disse que que não há alterações significativas, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento nos próximos dias.
Quanto a vias cortadas, Telmo Ferreira indicou que na sequência da chuva desta noite, está suspensa a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa entre Fundão e Vale de Prazeres, no distrito de Castelo Branco, e na Linha do Norte, entre Alverca do Ribatejo e Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa.
De notar que, durante a madrugada, seis pessoas tiveram de ser realojadas a queda de uma grua sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz, informou o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra à Lusa.
"As autoridades detetaram algumas deficiências nas infraestruturas e estão a ser tomadas medidas", disse a fonte.
Já fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz indicou que "não foram registados feridos, mas os danos serão consideráveis".
Ativado Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil
No domingo, o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi ativado no território nacional, devido à previsão de "agravamento do cenário de risco para pessoas e bens" nos próximos dias, após a destruição causada pela depressão Kristin.
Esta decisão, prende-se com a "elevada precipitação esperada e seus impactos do ponto de vista hidrológico, nomeadamente ao nível de cheias e inundações (...), efeitos [que] incidem de forma cumulativa sobre um território já afetado pelas consequências da recente depressão Kristin", refere o comunicado.
Situação de calamidade prolongada até dia 8 de fevereiro
Recorde-se ainda que o Governo prolongou, no domingo, a situação de calamidade até ao dia 8 de fevereiro, após uma reunião do Conselho de Ministros extraordinário.
"Em primeiro lugar, decidimos prolongar até ao próximo dia 8 de fevereiro a situação de calamidade. Quer isto dizer que se mantêm em vigor todas as áreas de coordenação operacional e bem assim as medidas que agilizam procedimentos para enfrentarmos situações de adversidade climatérica que ainda temos pela frente", explicou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas.















