Situação de calamidade decretada até 1 de fevereiro em pelo menos 60 municípios
- 29/01/2026
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros.
Segundo Leitão Amaro, o decreto abrangerá cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira, a norte, até aos de Lourinhã e Torres Vedras, a sul, podendo ser acrescentados outros por despacho da ministra da Administração Interna, sem necessidade de nova reunião do Conselho e Ministros.
Na fase de perguntas, o ministro foi questionado se o município de Alcácer do Sal -- que já pediu a declaração dessa situação -- poderia ser um dos incluídos, tendo respondido afirmativamente.
A 01 de fevereiro, domingo, serão revistas as condições para perceber "se se justifica um prolongamento" da situação de calamidade.
"O Sistema Português de Proteção Civil e todo o aparelho do Estado estão em prontidão máxima desde o início da noite de 27 para 28 de janeiro e, portanto, antes da chegada fenómeno mais extremo de ciclo génese explosiva", salientou o ministro
Leitão Amaro referiu que essa prontidão permitiu ativar, "desde as primeiras horas", todas as forças e serviços de segurança, forças da Proteção civil, serviços de saúde, Forças Armadas e as várias autoridades competentes.
"Também muitos operadores privados na área da energia, das comunicações, de várias infraestruturas de gestão rodoviária, públicos e privados têm estado no terreno desde as primeiras horas ao lado das populações", afirmou.
O ministro aproveitou para deixar um aviso para os próximos dias, alertando que "os efeitos desta tempestade não passaram".
"Preveem-se climatericamente ainda perturbações nos próximos dias, muito em especial a precipitação e o risco de cheias em zonas sensíveis. São perigos sérios que merecem que as populações estejam atentas aos avisos das autoridades, evitem a circulação em zonas afetadas, evitem riscos", apelou.
O ministro disse que o âmbito temporal da declaração da situação de calamidade se aplica desde a meia-noite de quarta-feira "para efeito de cobertura a todas as medidas em curso, incluindo os apoios".
"Porquê que o estado de calamidade não termina hoje? Porque, como disse, há riscos importantes que é preciso continuar a acautelar", disse, pedindo aos portugueses que continuem atentos aos avisos das autoridades.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
[Notícia atualizada às 18h50]
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