Síria diz ter impedido atentados do Estado Islâmico no Ano Novo
- 01/01/2026
O Ministério do Interior afirmou ter recebido informações sobre planos de operações suicidas do Estado Islâmico e ataques durante as celebrações de passagem de ano em várias províncias do país, mas sobretudo na cidade de Alepo, visando igrejas e outros locais de encontros de civis.
Esta informação levou as forças de segurança a reforçar o seu efetivo nestas áreas, acrescentou o ministério sírio em comunicado.
O Estado Islâmico intensificou recentemente os seus ataques em zonas da Síria controladas pelas autoridades de Damasco, que emergiram da coligação de grupos jihadistas rebeldes que derrubou o regime do ex-Presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
Na quarta-feira, no bairro de Bab al-Faraj, em Alepo, um polícia "desconfiou de um indivíduo que foi posteriormente identificado como membro no Daesh", a sigla árabe para o Estado Islâmico, segundo o Ministério da Defesa das autoridades de transição.
Ao ser interpelado, o homem "abriu fogo, matando um polícia, e depois detonou os seus explosivos, ferindo dois agentes que tentavam prendê-lo", relatou o ministério.
Em 13 de dezembro, um ataque matou dois soldados norte-americanos e um civil, em Palmira, no leste da Síria, tendo o atirador sido relacionado por Washington com o Estado Islâmico.
Em retaliação, as forças norte-americanas levaram a cabo uma campanha de ataques aéreos contra alegadas bases do grupo terrorista no país, matando cinco dos seus membros, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres e que conta com uma vasta rede de colaboradores no país.
Desde então, as autoridades sírias realizaram também várias operações contra o Estado Islâmico e reclamaram, em 25 de dezembro, a morte de um importante líder terrorista na região de Damasco.
Em novembro, a Síria aderiu oficialmente à coligação contra o Estado Islâmico, liderada pelos Estados Unidos, durante uma visita do Presidente de transição, Ahmed al-Sharaa, a Washington.
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