"Sinto falta da minha filha, ela igual. Não é fácil a gestão emocional"
- 14/02/2026
Não foi a primeira vez que Fábia Rebordão e o companheiro, o músico Jorge Fernando, foram à KidZania, em Lisboa, mas não perderam a abertura da loja Auchan.
Durante o evento, a fadista conversou com o Notícias ao Minuto e elogiou a iniciativa conseguida com o parque de diversões.
"Acho isto tão engraçado, porque eles desde pequeninos acabam por ter uma noção do que são estes trabalhos. Eles veem os adultos a fazerem isto e podem experienciar em ponto pequeno. É super giro", começou por comentar a cantora.
"Muitas das vezes eles querem fazer como nós, querem cozinhar, limpar a casa, querem fazer tudo o que nós fazemos, porque somos os espelhos deles. Eles terem a oportunidade de fazer isto é fantástica. É uma ideia super interessante", acrescentou.
Sobre a filha que tem em comum com Jorge Fernando, Maria Inês, que completa quatro anos no próximo mês, Fábia Rebordão contou que a menina ainda não começou a manifestar-se sobre o que quer ser quando for crescida, mas já notou alguns gostos particulares.
"Gosta muito de cantar, é muito virada para as artes. Gosta muito de maquilhagem, de pintar... Vamos ver o que sairá", comentou a mamã.
Sendo filha de músicos, a menina tem acompanhado os pais em digressões. "Quando não são muito cansativas, acompanha-nos. Já fez connosco Polónia, Itália, mas, por exemplo, fomos para a China e ela não foi porque era muito cansativo. Sempre que é aqui na Europa, relativamente perto, ela vai connosco."
Aliás, acrescentou a cantora, a pequena Maria Inês viaja com os pais "desde os três meses, vê os concertos na primeira fila e já sabe que é para estar em silêncio. Respeita muito isso."
E como é que consegue gerir a maternidade com a vida de artista? "Não é fácil sobretudo para mim, que sou uma mãe galinha. Percebo que há muitas mães que conseguem separar as águas e não misturam as coisas, conseguem aliar-se dos filhos enquanto estão em concertos, na estrada. Para mim é difícil."
"Sinto muito a falta da minha filha e ela igual. E não é nada fácil fazer essa gestão emocional. Mas tem que ser, é a nossa vida, foi a vida que escolhemos. Ela entende isso, desde os quatro meses que fica com babysitters à noite para nós cantarmos. Para ela já é uma rotina, é a realidade dela, é normalíssimo. Custa-me muito porque nunca posso adormecê-la, só de vez em quando, mas é o que é."
O último álbum lançado por Fábia Rebordão foi "Pontas Soltas" e agora, revela, estão a preparar um novo trabalho. Isto enquanto continuam em digressão com o disco que foi lançado em 2024.
"Estamos numa fase de pré-produção, ainda está muito embrionário, estamos a escolher repertório", contou, referindo-se ao novo álbum que está a ser preparado. "Para já, estamos a preparar um single e a preparar o disco com calma, com cabeça e ponderação."
"Mas também ainda estamos a trabalhar sobre esse disco, em concertos...", acrescentou ao falar de "Pontas Soltas", no passado dia 7 de fevereiro, em Lisboa. "Hoje à noite ainda vou para a Espanha ter concerto, e vamos fazer Polónia, Portugal e outros países."
Ainda sobre "Pontas Soltas", destacou que a reação tem sido "muito boa". "Fizemos o Tivoli com Sérgio Godinho, João Pedro Pais, Dino d'Santiago e com Custódio Castelo como convidados, e tive a oportunidade de ter no Coliseu Micaelense, nos Açores, em São Miguel, Ney Matogrosso, como convidado. Tem sido muito bonito este percurso", disse ainda.
A sua fonte de inspiração, partilha, "vem do quotidiano, vem da vida." "Às vezes são coisas que assistimos, que vivenciamos e tudo serve para escrever uma música, para nos inspirarmos, para conseguirmos passar para o papel toda a emoção que sentimos - tanto a nível pessoal como a ver os outros."
Mas, diz, "sem dúvida", é mais fácil escrever sobre si. "É uma catarse emocional."
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