Sindicatos da UGT rejeitam proposta "desajustada" de aumentos da banca
- 04/02/2026
O MAIS - Sindicato do Setor Financeiro, o SBN - Sindicato dos Bancários do Norte e o SBC - Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias reuniram-se hoje com o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (IC) subscritoras do acordo coletivo de trabalho (ACT) deste setor.
Os sindicatos baixaram a sua proposta de aumentos nas tabelas de 4,6% para 4,1%.
Por sua vez, a banca decidiu aumentar de 1,8% para 2% a sua proposta.
Para os sindicatos, este é um "aumento residual e desajustado do setor" e, por isso, foi recusado.
Contudo, o Grupo Negociador adiantou que algumas IC pretendem antecipar os aumentos salariais de 2% já este mês.
"Os sindicatos compreendem a importância de os trabalhadores verem o seu rendimento aumentar o quanto antes, mas avisaram que este adiantamento não pode colocar em causa a continuação do processo negocial, já que consideram aquela percentagem insuficiente para fazer face às necessidades dos bancários no ativo e na reforma", referiram.
Por outro lado, consideraram ser grave a insensibilidade da banca relativamente a qualquer melhoria para os reformados do setor.
Apesar de reafirmarem estar disponíveis para negociar, o MAIS, o SBC e o SBN afirmaram que vão rejeitar todas as propostas que não reflitam a realidade económica do setor, bem como o justo valor do trabalho "de quem criou e continua a sustentar estas instituições".
Os sindicatos dizem ser ainda mais incompreensível a intransigência da banca, quando as instituições continuam a apresentar milhões de euros de lucro.
"Publicamente, as administrações apregoam que os trabalhadores são fundamentais para os resultados excecionais alcançados. Na prática, o reconhecimento traduz-se numa proposta que é, sem rodeios, uma vergonha", insistiram.
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