Sindicato da PSP realiza novo plenário de protestos no aeroporto de Lisboa
- 29/01/2026
Este é o terceiro plenário que a ASPP/PSP realiza no aeroporto de Lisboa desde novembro e acontece após o sindicato ter alertado o executivo para "os graves problemas" e até à data "nada ter sido feito", disse à Lusa o presidente da ASPP, Paulo Santos.
O plenário realiza-se entre as 07:00 e as 11:00 na Esquadra de Controlo e Fronteira, seguido de uma concentração no exterior do aeroporto.
A ASPP sublinha que esta iniciativa surge da "necessidade em denunciar a manutenção de todas as anomalias anteriormente identificadas, criticando severamente a irresponsabilidade e a arrogância da ANA -- Aeroportos de Portugal, bem como o constante branqueamento da situação por parte do Governo e da Direção Nacional da PSP".
"Após inúmeras denúncias, alertas e a entrega de um documento exaustivo com propostas concretas, os polícias que prestam serviço na Divisão de Segurança Aeroportuária e na Unidade Nacional de Fronteiras continuam a ser alvo de pressões inaceitáveis, permanecendo sem qualquer reconhecimento ou valorização profissional", alega o maior sindicato da PSP.
Do plenário de novembro saiu um documento sobre a situação no controlo de passageiros nas fronteiras aeroportuárias, uma competência que a PSP herdou há dois anos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que a ASPP enviou ao Governo, direção nacional da PSP, Inspeção Geral da Administração Interna e partidos políticos.
Neste documento, a ASPP denuncia a "grande revolta" dos polícias no aeroporto de Lisboa, que refutam as críticas de serem responsáveis pelos tempos de espera e acusam "a intromissão e pressão inexplicável" do poder político.
No último plenário, que se realizou a 18 de dezembro, a Direção Nacional da PSP apresentou uma queixa ao Ministério Público contra cerca de meia dúzia de agentes destacados no Aeroporto de Lisboa que alegadamente abandonaram as funções para participarem na iniciativa sindical.
A ASPP, que abandonou em dezembro as negociações com o Governo por considerar que não está a cumprir o acordo assinado em julho de 2024, exige também que seja atribuído aos polícias do aeroporto um suplemento idêntico ao dos ex-inspetores do SEF que estavam no controlo das fronteiras .
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