Sindicato da PSP prepara protesto e não descarta novo plenário no aeroporto
- 02/01/2026
"No dia 8 [de janeiro] teremos uma primeira reunião do executivo da direção da ASPP e, logo uns dias depois, iremos reunir a direção e, ainda no mês de janeiro, vamos levar a cabo um protesto", avançou o presidente da ASPP/PSP, Paulo Santos, à Lusa.
Este sindicato, o maior da PSP, abandonou as negociações com o ministério da Administração Interna no final de novembro do ano passado, acusando o Governo de não estar a cumprir o acordo celebrado em julho de 2024, que inclui a negociação para revisão da carreira remuneratória e dos suplementos.
Segundo Paulo Santos, o protesto que será definido nas próximas reuniões "pode passar por mais um plenário no aeroporto" de Lisboa e, a acontecer, surge também como resposta às acusações feitas pela ANA Aeroportos, que disse recentemente que a luta sindical "tem prejudicado milhares de passageiros".
"É uma provocação que merece uma reação", disse o dirigente da ASPP/PSP, sindicato que promoveu, em dezembro, um plenário de protesto no aeroporto de Lisboa, devido à ausência de resposta do Governo face aos problemas dos polícias que estão nas fronteiras aéreas.
Em comunicado, a ASPP/PSP refere que o objetivo dos protestos "é a defesa intransigente dos direitos dos polícias e a denúncia das constantes práticas abusivas de que são alvo", acrescentando que o Governo e a direção nacional da PSP "não podem continuar a assistir à falência da instituição: a falta de candidatos, o atropelo à pré-aposentação, a sonegação de direitos e o corte abusivo de folgas".
Na última reunião com a tutela, em que a ASPP/PSP já não esteve presente, os sindicatos da PSP receberam a garantia do Ministério da Administração Interna de que todos os suplementos -- turno, piquete, comando, residência e serviço especial --, atribuídos de acordo com a função que o polícia desempenha, vão ser revistos. No entanto, até que esta alteração aconteça, serão atualizados no próximo ano em 2,15%, tal como vai acontecer em toda a função pública.
Leia Também: Sindicato da PSP estranha colocação de militares da GNR no aeroporto













