Setúbal registou 850 ocorrências e tem 200 árvores em risco de cair
- 06/02/2026
"No troço da Estrada Nacional (EN)10-4 entre a Restinguinha e a Gávea caíram ou estão em vias de cair mais de 200 árvores", lê-se numa nota de imprensa divulgada hoje pela autarquia sadina, que prevê o encerramento daquela via durante um período de três semanas.
De acordo com a informação transmitida pelo município, na EN 379-1, que passa pela antiga 7ª Bateria de Costa do Outão e pela zona das antenas instaladas no alto da serra da Arrábida, a circulação automóvel também está condicionada devido à queda de pedras e ao deslizamento de terras, estando a remoção a cargo da empresa pública Infraestruturas de Portugal.
Devido às restrições à circulação automóvel na serra da Arrábida, o acesso ao Hospital do Outão está a ser feito pela EN 10, a partir da Aldeia Grande.
Segundo a autarquia, o risco de queda de um muro obrigou também à "interdição da circulação pedonal nas Escadinhas do Castelo, que ligam a Avenida Luísa Todi às ruas do Mal Cozinhado e do Castelo".
Na nota, a Câmara de Setúbal salienta que os bombeiros têm estado a cortar as árvores de grande porte, com recurso a diversos equipamentos, incluindo uma autoescada, e que as equipas operacionais da autarquia continuam a intervir para responder a situações resultantes da intempérie.
A Câmara de Setúbal garante que muitas das 850 ocorrências registadas desde 28 de janeiro já foram resolvidas, mas adverte para o agravamento das condições meteorológicas previsto para sábado e apela à população para que adote comportamentos de autoproteção e siga as recomendações das autoridades locais.
O Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal recomenda à população que adote medidas de precaução face à possibilidade de inundações nas zonas urbanas nas próximas horas e que evite o estacionamento de viaturas em zonas de inundações rápidas e temporárias.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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