Sérvia aceita vender petrolífera sancionada NIS a empresa húngara
- 20/01/2026
A ministra sérvia das Minas e Energia, Dubravka Djedovic Handanovic, explicou que a MOL vai adquirir 56,15% da empresa, que até então era detida pela Gazprom e por outros investidores russos.
Belgrado resolve, assim, a pressão dos Estados Unidos e da União Europeia para reduzir a presença da Rússia no seu setor energético, em resultado das sanções impostas às empresas russas após a guerra na Ucrânia.
O acordo inclui ainda um aumento de cinco pontos percentuais na participação do Governo sérvio na NIS, concedendo-lhe mais direitos de voto e um papel mais relevante do que o estipulado no acordo de privatização de 2008.
Os Estados Unidos impuseram as primeiras sanções à NIS em janeiro de 2025, considerando-a parte da rede energética estratégica da Rússia na Europa.
Desde então, Washington concedeu oito prorrogações de isenções provisórias. A última expirava em 23 de janeiro.
Apesar de ser um país candidato à adesão à União Europeia, a Sérvia mantém relações estreitas com Moscovo e tem recusado aderir às sanções impostas pelos 27 Estados-membros à Rússia devido à invasão da Ucrânia.
No final do ano, o Presidente sérvio, Aleksandar Vucic, anunciou que a Sérvia chegou a um acordo com a Rússia para prolongar até 31 de março o contrato de fornecimento de gás natural, que assegura 80% da procura interna.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, numa operação em larga escala, após a anexação da península da Crimeia aos ucranianos em 2014.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.
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