Seguro vê coerência na recolha de apoios tanto à direita como à esquerda
- 09/01/2026
Questionado sobre como o eleitorado de esquerda veria a receção que Santana Lopes, ex-líder do PSD, lhe proporcionou - embora não declarando oficialmente o apoio -, ainda na Câmara da Figueira da Foz, o socialista respondeu que se dirige "a todos os portugueses" e a "todos os democratas, a todos os progressistas e a todos os humanistas".
Porém, numa sessão com apoiantes na Assembleia Figueirense uns minutos depois e alguns metros ao lado, António José Seguro acabou a recordar que também recebeu hoje apoios à sua esquerda, referindo o da economista Susana Peralta ou do advogado Ricardo Sá Fernandes, militante do Livre que já liderou listas a eleições legislativas e fez parte da comissão de Ética do partido.
"Há pouco os senhores jornalistas perguntavam: 'então foi cumprimentar uma pessoa de outro campo político, neste caso o Pedro Santana Lopes, que é presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz'. Pois eu sou coerente com aquilo que digo. Eu quero que todos os democratas se envolvam e percebam o sentido de urgência em trabalhar para esta candidatura", frisou.
Seguro destacou depois que hoje "a professora e economista Susana Peralta, que é à esquerda do espetro político" que representa, escreveu "um artigo no Público com razões para votar Seguro nas próximas eleições, e que declara claramente que vai coitar Seguro", sendo até da sua Comissão de Honra.
"Ou mesmo Ricardo Sá Fernandes, que faz um apelo para concentrarem os votos nesta candidatura. Portanto, tudo isto é coerente com aquele apelo que eu faço a todos os democratas, todos os humanistas, e todos os progressistas se juntarem nesta candidatura", frisou.
Afirmando querer "juntar todos, todos, todos" - na formulação usada pelo Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude de 2023, em Lisboa - Seguro afirmou que quer essa junção vinda "da esquerda, da direita, do centro, de gente que nunca teve qualquer ligação com a política".
"Houve um período da minha vida em que eu senti que se ficasse na política contribuiria para desunir, para dividir, e fui-me embora, fui à minha vida. Fui dar aulas, tornei-me empresário, sou vitivinicultor, tenho as minhas vinhas, o meu olival, um alojamento local. Agora, ao fim de 10 anos, senti este apelo e esta urgência de ajudar o meu país", afirmou.
O candidato apoiado pelo PS considerou ainda que se tornou "moda haver eleições de ano e meio em ano e meio, ou dois em dois anos".
"Isto não é vida. Quem depois sofre são os portugueses", disse.
No final da sua intervenção, António José Seguro foi ainda cumprimentar a direção da Assembleia Figueirense e jogar 'snooker', antes de seguir para Coimbra, onde termina o dia com um comício.
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