Seguro toma "boa nota" de afirmação de Jorge Pinto: "Votos vêm a tempo"
- 15/01/2026
Enquanto visitava o Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, foi noticiada a declaração do seu opositor Jorge Pinto que pediu aos eleitores para que "votem livremente" e que afirmou que percebe o voto numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro "demasiado próximo do Governo".
"Eu tomo boa nota da declaração que o candidato Jorge Pinto acabou de fazer e reafirmo aquilo que tenho dito nos últimos dias e ainda hoje, que é necessário que cada portuguesa e cada português dê utilidade ao seu voto. O único candidato moderado, o único candidato do centro-esquerda, o único candidato que é fiel e leal à Constituição da República Portuguesa e que pode passar à segunda volta, sou eu", começou por responder.
Questionado sobre se esta declaração do candidato apoiado pelo Livre não vinha tarde, Seguro respondeu que "todos os votos que chegarem até às 19 horas do próximo domingo vêm a tempo".
"Aqueles que vêm depois é que já não vêm a tempo e eu espero que ninguém se engane. É necessário concentrar os votos na minha candidatura e, por isso, o desperdício de votos noutras candidaturas que não podem passar à segunda volta é, de facto, um desperdício muito grande", enfatizou.
O candidato presidencial apoiado pelo PS disse aos jornalistas que não falou com Jorge Pinto antes desta declaração.
"Eu já disse que não falei com nenhum candidato. Eu dirijo-me aos eleitores", apontou.
Questionado sobre se os candidatos apoiados pelo BE e pelo PCP deviam seguir o mesmo caminho de Jorge Pinto, Seguro disse apenas: "Não. Cada eleitor e cada eleitora é senhor do seu voto e senhora do seu voto. São soberanos".
"Eu dirijo-me a cada eleitora e a cada eleitor para que percebam bem o que está em causa no próximo domingo. Não dispersem votos. Concentrem os votos no único candidato moderado, no único candidato do centro-esquerda que pode passar à segunda volta", pediu.
Sobre se via esta declaração como um apoio à sua candidatura, o candidato apoiado pelo PS respondeu: "Não, eu vejo todas as manifestações que apelam ou decidem votar em mim como manifestações de confiança na minha candidatura e no meu exercício como Presidente da República".
Anteriormente, numa ação na sede local da sua candidatura também em Famalicão, Seguro já tinha dito que "verdadeiramente há votos em candidatos que não vão servir para eles passarem à segunda volta", pois têm "2%, 3% nas sondagens".
"Esses votos podem fazer falta para que a nossa candidatura passe à segunda volta", disse Seguro aos seus apoiantes, avisando que "não há uma segunda oportunidade para colocar o Seguro na segunda volta".
[Notícia atualizada às 19h31]
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