Seguro prova morangos e ouve: "Senhor presidente, bem-disposto?"
- 15/01/2026
"Senhor presidente, bem-disposto? Eu penso que o senhor já pode ficar em casa tranquilo, já é presidente", ouviu de José Marques, fundador e dono da Valmarques, uma empresa hortofrutícola em Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.
Ainda antes de ir provar os morangos, Seguro cortou imediatamente o doce sabor da vitória que pairava debaixo da estufa: "É preciso irmos votar", disse, garantindo que "nunca" ficará tranquilo e que "é preciso que os votos não dispersem".
Já depois de sujar os sapatos na terra e de ouvir uma breve explicação sobre o processo produtivo da empresa, que cultiva também kiwis, abóbora, batata-doce ou abacate, e vende para as grandes superfícies, Seguro comparou a produção da empresa à sua própria produção de vinho e de azeite.
Questionando os responsáveis sobre se eram usados muitos fertilizantes e se o solo era muito mexido, foi-lhe assegurado que era "pouco", até porque a vinha e o olival "são culturas diferentes" e "permanentes", havendo lugar à aplicação de matérias orgânicas.
"A última vez foi estrume de cavalo que meti. Mas, claro, depois tem o resultado", mas "não é no imediato", disse Seguro.
Ouvidas as explicações, Seguro pôs a touca e entrou na linha de produção, sem a paralisar, e acabou a provar morangos e kiwis, considerando os últimos "bem melhor do que iogurte".
Quanto aos abacates, estavam já nas caixas, mas não ainda "prontos a consumir".
"Isto é um abacate não maturado. Tem de ser feito um trabalho de maturação", ficando em espera na fruteira para depois ser vendido, até porque "eles não evoluem todos na mesma altura".
António José Seguro demonstrou conhecimentos quanto ao abacate, observando que "vai ficando mais acastanhado" e "tem de ficar mais mole" para estar no ponto, demonstrando ainda preocupações com o consumo de água.
"Na minha propriedade o solo é muito arenoso, portanto, a água desaparece. Cria muitas dificuldades no verão", comentou.
Para o candidato presidencial, a empresa "demonstra bem a capacidade, o talento e o trabalho que os portugueses têm quando produzem e quando trabalham a terra".
"A agricultura é um setor muito importante para a economia nacional, tem um contributo relevante para o nosso produto interno bruto, mas também é muito importante para criar emprego e riqueza em várias zonas do nosso país, em todos os cantos do nosso país, em todos os territórios", vincou.
Seguro afirmou também que "não quis terminar esta campanha eleitoral" sem valorizar a agricultura, considerando-a também "muito importante para continuar a preservar a biodiversidade que deve existir nos territórios".














